Corrupção em cartório segue sem solução
Dois casos de corrupção flagrados por uma equipe de reportagem do Correio no mês de junho até agora seguem sem punição alguma por parte do Tribunal de Justiça da Bahia. Mariede Correia de Souza e Maria Rita Cruz, lotadas no 10º e 5º tabelionato de notas em Salvador, foram filmadas cobrando propina para acelerar serviços cartoriais e tiveram as imagens entregues às autoridades. Apesar das provas, a corregedoria-geral do TJ-BA ultrapassou em mais de duas vezes o prazo de seis dias solicitado para investigar o caso e definir uma punição. As rés negam a denúncia mesmo com duas audiências já ocorridas e alegam nunca terem visto as imagens, duvidando da existência destas. As duas servidoras continuam trabalhando normalmente nos mesmos locais e exercendo as mesmas funções. O Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário considera o prazo de mais de 120 dias normal para que haja a apuração do caso, mas defende de maneira intransigente a punição das escriturarias.
