TJ-SP considera improcedente ação de médico contra a Globo
O Tribunal de Justiça de São Paulo considerou improcedente uma ação do médico Antônio Rodrigues Moura contra a Rede Globo. Na edição de 13 de abril de 2000 do extinto programa "Linha Direta", a emissora mostrou um homicídio cometido pelo profissional em 1995. Na ocasião, Moura aplicou uma injeção de potássio na empregada Maria Aparecida Camargo, para ficar com seu seguro de vida, no valor de R$ 122 mil. O médico conseguiu uma liminar, em primeira instância, que impedia a Globo de repercutir o caso, mas a emissora só foi notificada depois de exibir o programa. O processo continuou, e a Globo foi condenada a pagar multa caso voltasse a veicular a história. No entanto, o desembargador Salles Rossi, do TJ-SP, entendeu que não há qualquer evidência que o programa forneceria uma versão distorcida e com cunho difamatório dos fatos, capaz de influenciar os eventuais jurados em futuro tribunal do Júri.
