Empresário denunciado pelo MPE de explorar prostituição em Juazeiro encontra-se foragido
Denunciado pelo Ministério Público estadual por manter casa de prostituição e participar diretamente dos lucros obtidos com a atividade sexual desenvolvida por mulheres que viviam em condições “análogas à de escravo”, no município de Juazeiro (localizado a 500 km de Salvador), o empresário João Batista de Freitas, proprietário de uma das maiores casas de prostituição do Nordeste, encontra-se foragido. Ele fugiu na última quinta-feira (06), quando policiais civis buscavam dar cumprimento ao mandato de prisão preventiva decretado contra ele, que é acusado de manter um estabelecimento comercial conhecido como “Chalako Night Club”, onde, segundo o promotor de Justiça Rildo Mendes de Carvalho, eram promovidos shows de streap tease com profissionais do sexo utilizadas para atrair clientela masculina para o exercício da prostituição.
De acordo com o promotor de Justiça, 47 mulheres estavam trabalhando na boate, sendo que algumas delas residiam nos quartos existentes no próprio estabelecimento, que também os utilizava para a realização de programas. As mulheres contratadas pelo empresário, explica Rildo Mendes, eram reduzidas à condição de escravas, visto que ficavam proibidas de sair do estabelecimento sem o consentimento de João Batista, eram vigiadas pelos seguranças da casa e tinham que trabalhar das 21h até o fechamento da boate. Além disso, elas eram impedidas de deixar o estabelecimento sem que tivessem quitado as dívidas contraídas na loja de artigos femininos, mantida para consumo exclusivo delas, que compravam à prazo e, assim, estavam sempre em débito com o empresário.
Fonte: Ascom/MPE
