INGÁ taí
Foto: Tiago Melo/ Bahia Notícias

O INGÁ, que eu não sei o que significa, é um órgão do governo estadual, cujo diretor é Júlio Rocha. Na guerra que travam os órgãos ambientais do Estado contra a Prefeitura de Salvador, o diretor enviou ao procurador Geral do Município, Pedro Guerra, um ofício surrealista baseado em uma legislação estranha. Não comento, apenas transcrevo, para que se observe como se tenta travar obras em benefício da população da cidade. Seguinte: “Em virtude da divulgação da atividade de drenagem e intervenção no Canal do Imbuí, solicitamos a V.Exa. que qualquer obra de intervenção em recursos hídricos, de acordo com a lei 11.050/2008 e 10.432/06, depende da prévia autorização do órgão gestor das águas, Ingá, sob pena de medidas administrativas cabíveis. Outrossim, salientamos o interesse do Ingá em proteger os recursos hídricos do Estado e garantir bem-estar dos habitantes da cidade, reiterando a necessidade do cumprimento da legislação estadual em vigor.” Não dá para acreditar. Aquilo não é um rio, é um esgoto malcheiroso.
