Órgãos de Clodovil não poderão ser doados
Por Bahia Notícias

O coração do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP) parou de bater às 18h30 desta terça-feira (17), o que impossibilita a doação dos órgãos. Após a morte cerebral, as funções vitais estavam sendo preservadas para permitir a retirada do próprio coração, fígado, córneas e rins, já que as assessores do parlamentar e o Ministério Público autorizaram a doação. O corpo de Clodovil será velado na Assembléia Legislativa de São Paulo a partir das 11h30 desta quarta (18) e o enterro será realizado às 17h no cemitério do Morumbi, na Zona Sul paulista. Ele será sepultado ao lado da mãe, Izabel Sanches Hernandes, no jazigo da família.
A morte de Clodovil
Ele foi internado na segunda após ser encontrado desacordado em seu quarto. O parlamentar, de 71 anos, sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico grave que inundou quase todo o lado esquerdo do crânio e chegou a sofrer uma parada cardiorrespiratória, sendo reanimado após cinco minutos. Ele foi examinado durante todo o dia e, no meio da tarde, teve a morte cerebral confirmada. Clodovil nasceu em Elisiário, no interior paulista, em 17 de junho 1937, era professor formado, mas ficou famoso como estilista de alta costura e apresentador de TV. Entre os diversos programas ancorados por ele, em muitas emissoras, o mais marcante foi o TV Mulher, veiculado pela Rede Globo na década de 1980, em que ele chegou a fazer dueto com ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo Marta Suplicy. Na última quita-feira (12), o deputado eleito pelo PTC foi absolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do pedido de cassação do mandato pelo partido, que o acusava de infidelidade partidária. No ano passado, Clodovil já havia sofrido um AVC, mas não sofreu sequelas.
