
5 regras de cibersegurança que precisam (urgentemente) de uma atualização
Por INFORME PUBLICITÁRIO
Verdade seja dita: alguns conselhos sobre cibersegurança envelheceram como leite deixado fora da geladeira. São regras que, há dez anos talvez, tivessem alguma relevância, mas que atualmente apenas criam uma falsa sensação de proteção e colocam os usuários em risco. Para quem deseja verdadeiramente se proteger, é preciso renovar essas sugestões para ontem. Abaixo estão as 5 principais estratégias que devem ser repensadas.
1. Trocar a senha a cada poucos meses
Mudar de senha com frequência parece uma medida sensata, mas, na verdade, pode acabar incentivando comportamentos previsíveis. Quando as pessoas são obrigadas a criar novas senhas toda hora, é comum que façam pequenas variações da senha anterior ou escolham algo mais fácil de memorizar. E é aí que mora o perigo.
Uma abordagem melhor é usar uma senha forte e única para cada conta importante, e guardar essas combinações em um gerenciador confiável para não ter que memorizá-las. Como tática adicional, vale ainda ativar a autenticação multifatorial sempre que possível, sobretudo em contas de e-mail, bancos e serviços governamentais.
2. Confiar que uma rede Wi-Fi pública com senha é segura
Uma verdade difícil de digerir: o cadeado ao lado do nome de uma rede Wi-Fi não é garantia de que ela é confiável. Uma rede pode exigir senha e ainda assim estar mal configurada, comprometida ou ter sido criada propositalmente para imitar um ponto de acesso legítimo.
Isso não significa, contudo, que você precise evitar o Wi-Fi público a todo custo. Basta ter ciência de que esses ambientes não são confiáveis. Assim, evite fazer transações com dados sensíveis nela, confirme o nome da rede com os funcionários do local e use uma VPN Brasil de qualidade quando precisar de proteção extra.
3. Instalar um antivírus e pronto
Os antivírus continuam sendo úteis, mas os ataques de hoje raramente se resumem a um arquivo malicioso que chega ao seu computador. Isso porque os cibercriminosos se utilizam de diversas outras portas de entrada, como credenciais roubadas, sites falsos, engenharia social e softwares desatualizados.
Um estudo recente no Brasil ilustra bem esse quadro ao evidenciar que 45,2% dos ataques realizados no país começaram com falhas básicas de software, configuração ou identidade, enquanto credenciais válidas estiveram envolvidas em outros 26,2% dos casos.
Para uma proteção mais robusta, é melhor construir camadas de defesa, mantendo dispositivos e aplicativos sempre atualizados (com os patches de segurança aplicados), fazendo backups regulares e restringindo permissões desnecessárias.
4. Identificar phishing apenas como “mensagens estranhas”
Essa é provavelmente a regra mais perigosamente ultrapassada da lista. Foi-se o tempo em que mensagens de phishing vinham com erros de português escandalosos ou formatação bizarra. Agora, elas podem se passar por bancos, empresas de entrega, órgãos públicos ou até mesmo por pessoas que já estão na sua lista de contatos. Tudo isso sem levantar suspeitas.
Em 2026, muitos brasileiros caíram nessa armadilha, em particular durante a temporada de declaração do Imposto de Renda. Foram identificados mais de 60 sites fraudulentos que se passavam pela Receita Federal, com design idêntico ao da página oficial e extrema atenção aos detalhes, visando a roubar informações financeiras e fundos dos usuários.
Um hábito mais seguro é avaliar o que a mensagem está pedindo, e não apenas a aparência dela. Se uma mensagem exige pagamento urgente, login ou download de um documento, esse sim é um sinal de alerta.
5. Acreditar que hackers só se interessam por grandes empresas
Embora os pequenos negócios não apareçam com frequência nos noticiários (e o motivo é relativamente óbvio), eles são alvos constantes de cibercriminosos por apresentarem, em média, sistemas de defesa bem menos eficientes.
A melhor estratégia, portanto, é sempre assumir que você pode ser um alvo. Use senhas robustas, mantenha tudo atualizado, exclua contas que não são mais usadas e mantenha cópias de segurança offline dos dados mais importantes do seu negócio.
Continue revisando as regras
O maior erro é tratar a cibersegurança como uma lista de verificação que nunca muda, afinal os criminosos trocam seus métodos assim que eles deixam de funcionar. Se uma recomendação soa exatamente igual à de dez anos atrás, vale a pena parar para verificar se ela ainda faz sentido.
