Nery diz uma coisa para a Bahia e outra para o Brasil
Por Bahia Notícias
Em entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo, o sócio da Central do Carnaval, Joaquim Nery, fez uma revelação: "Os reflexos da crise econômica na folia são evidentes". No entanto, tal informação contradiz completamente o que o mesmo Joaquim Nery havia dito em entrevista à Coluna Holofote quando questionado sobre os abalos da crise econômica mundial no carnaval de Salvador. "Não tem nenhuma situação com crise", disse enfático a esta Coluna. Segundo dados da Folha, a um dia da abertura oficial do Carnaval de Salvador, abadás de quase todos os blocos da cidade estão encalhados. Até mesmo cantores conhecidos têm dificuldades para vender as fantasias, que chegam a custar R$ 840 por dia de festa. Ontem, ainda havia abadás para todos os dias de desfile dos blocos "Coruja" e "Cerveja & Cia", comandados por Ivete Sangalo, e "Internacionais" e "Barra", puxados por Claudia Leitte e que custam R$ 300. Mas Ivete continua mantendo o discurso que deu em sua coletiva na semana passada: "Para mim não existe crise. Neste ano, captamos 30% a mais de patrocínio para o camarote." Até ontem, nenhum dos 27 blocos comercializados pela Central havia vendido todos os abadás. Puxado pela banda Chiclete com Banana, o "Camaleão", carro-chefe da Central do Carnaval ainda não conseguiu vender todas as fantasias para o desfile de terça (a R$ 840 cada uma). Dos mais tradicionais, só o "Coco Bambu" e o "Me Abraça", de Durval Lélys, do Asa de Águia, têm todos os abadás vendidos (cerca de 3.000 cada um). E aí, Nery? O que você tem a dizer? Finalmente, há ou não crise?
