Projeto promovido por Alok vai beneficiar comunidades tradicionais baianas; saiba quais
Por Ana Beatriz Soares
O programa Água de Beber, iniciativa do Instituto Alok, vai instalar, no mês de junho, três Estações de Água Segura (EAS) em territórios históricos na Bahia. Essa ação integra a expansão do programa, que é operacionalizado pela startup social Água Camelo, sendo financiado com recursos internacionais da campanha Team Water e da ONG WaterAid.
As EAS são unidades descentralizadas que focam em levar água potável para comunidades vulneráveis. As instalações no estado vão ser distribuídas de forma que atendam a diferentes demandas em áreas tanto urbanas quanto rurais.
A primeira estação será em Retirolândia, contemplando o Quilombo Alto do Jitaí, na região sisaleira. O território atua no fortalecimento da agricultura familiar e no combate ao racismo por meio da valorização da cultura negra; conseguiu o reconhecimento oficial em 2018, depois de uma década de mobilização.
Os moradores da Vila Esperança, povoado em Canudos, no semiárido baiano, também vão receber uma estação. Esse território preserva a memória dos seguidores de Antônio Conselheiro e conta com o apoio do Instituto em frentes de moradia e educação, passando a receber a tecnologia hídrica para mitigar os efeitos da estiagem prolongada que tende a acontecer na região.
Por fim, o Quilombo Quingoma, um dos territórios mais antigos e tradicionais de matriz banto do país, também receberá uma estação. Fundada no século XVI em Lauro de Freitas, a comunidade protege nascentes sagradas e a biodiversidade natural do local frente à expansão urbana da Região Metropolitana.
O programa Água de Beber atua principalmente em locais com a presença de comunidades quilombolas e periferias, instalando as EAS para atender regiões rurais e urbanas com escassez de água. Adicionalmente, atua em territórios indígenas, com ações emergenciais nas aldeias para transformar água de rios poluídos em água segura.
