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VÍDEO: Juliano Cazarré causa polêmica ao afirmar que mulher mata mais do que homens no Brasil

Por Redação

Foto: GloboNews

Juliano Cazarré polemizou nas redes sociais após uma declaração em um debate promovido pela GloboNews sobre o papel do homem nos tempos atuais. O ator, que viralizou na web após anunciar um curso para exaltar a força masculina, afirmou que "as mulheres matam mais que os homens".

 

A declaração do artista foi dada após ser provocado pela psicanalista Vera Iaconelli, psicanalista, e pelo consultor em equidade de gênero, Ismael dos Anjos, que buscavam entender o que justificava a existência do curso de Cazarré.

 

"O Brasil é um país violento contra homens, contra negros, contra brancos, contra crianças, contra idosos. É um dos países que mais matam no mundo. Mata muito homem, inclusive mais mulheres mataram homens do que homens mataram mulheres", disse. 

 

A fala do ator foi rebatida pelo consultor de equidade de gênero quase que de forma automática durante o debate. "A gente teve 1,5 mil feminicídios. É diferente. É importante distinguir que foram 1,5 mil feminicídios, que é um tipo de crime específico, que é quando uma mulher morre por ser mulher. (...) Não quer dizer que foram só 1,5 mil mulheres mortas no ano passado, não. Foram muito mais".

 

A informação do ator também foi contestada nas redes sociais. O último Anuário Brasileiro de Segurança Pública, por exemplo, apontava que 91,1% dos homicídios em 2024 eram homens, em contextos de violência urbana ou de intervenções policiais.

 

Desta forma, a declaração de Cazarré é falsa, já que a maioria das mortes de homens no Brasil não ocorre por questões de gênero ou por violência doméstica.

 

O ator ainda defendeu a existência do curso “O Farol e a Forja”, voltado para homens. “Eu estou falando para essa galera que foi esquecida. Eu estou falando para os homens e meninos que estão há 20 anos ouvindo que todos eles são tóxicos só pelo fato de serem homens. [...] O homem, ele é um ser mais voltado para resolver problema, para se mexer, para fazer a ação. Eu estou dizendo que os homens têm que ser calados? Não. Eu sou pai de quatro meninos e duas meninas. Eu quero criar meninos que tenham empatia, mas que também sejam corajosos, sejam viris, resolvam problemas”.