Carnaval 2026: Lincoln Senna defende união entre artistais como “regra” e não “algo a mais” no novo cenário digital
Por Bianca Andrade / Aline Gama
Em coletiva coletiva de imprensa realizada momentos antes de subir no trio elétrico, na tarde desta quinta-feira (12), no circuito Dodô (Barra-Ondina), o cantor Lincoln Senna, vocalista do Parangolé, defendeu o que classificou como uma “virada de chave” na forma como artistas da música baiana precisam se relacionar.
Ao falar sobre as parcerias firmadas para este Carnaval, Senna foi direto: “Hoje, parceria não é um algo a mais a ser feito. É regra. A internet veio para quebrar todas as fronteiras, não tem mais limite físico. O artista que ainda acha que fazer parceria é um bônus está fora do jogo”, declarou.
Lincoln comparou a música baiana com o que já acontece em outros estilos. “No sertanejo, no funk, no trap, os artistas vivem se juntando. São dois, três, cinco nomes numa música só. Por que o nosso ritmo não pode fazer igual?”, questionou.
Para ele, essa união não traz benefício só para os cantores. “Você junta seu público com o do outro. As plataformas somam. A música roda em mais lugares, chega em mais gente. Todo mundo ganha”, explicou.
E quem mais ganha, segundo o cantor, é o público. “Quanto mais a gente se une, mais forte fica a nossa música. Quem sai ganhando é o povo de Salvador.”
Lincoln garantiu que não vai parar por aí. “Se for pra gravar com Guga de novo, com Bruno Magnata, com Xanddy, com qualquer colega, eu vou fazer. Quantas vezes precisar.”
