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Bell Marques fala sobre Carnaval e crise

Por Josemar Arlego

Nesta quarta-feira (4), a banda Chiclete com Banana realizou almoço, em Salvador (BA), para contar as suas novidades para o Carnaval de 2009. O local escolhido foi a Ana Import, empresa de vinhos que pertence à mulher de Bell Marques, vocalista do grupo, que falou com a coluna Holofote. Durante a folia de momo, o Chiclete com Banana vai comandar os blocos Camaleão, Nana Banana e Voa-Voa. 
"A cada Carnaval procuramos nos superar, fazer sempre o melhor, crescer. O Camaleão sempre desfilava no centro da cidade e este ano vamos descer para a Barra-Ondina. Os abadás para este dia já estão esgotados", revelou Bell.
A rotina para o Carnaval também muda. O cantor conta que joga duro nos exercícios físicos e se cuida, para não ficar doente:
"Estou correndo sempre do bairro da Barra até a Ondina. Essa corrida me alimenta. Mas, tomo alguns cuidados. Ano passado, peguei uma forte virose e estou preocupado este ano. Como os eventos no verão são mais cheios, a possibilidade de pegar uma virose é maior. Então, evito locais com aglomeração de pessoas", contou.
Bell Marques é atualmente garoto-propaganda da empresa de cartões de crédito Credicard e da  fábrica de automóveis Ford. Também responsável pelos abadás mais caros do Carnaval de Salvador (o dia chega a custar R$ 800), ele acaba de comprar uma superlancha, no valor estimado de R$ 3 milhões.
"O dinheiro da lancha não veio desses contratos atuais. Trabalho há 27 anos. Ser garoto-propaganda não me deixou mais rico ou menos rico", explicou.
Para o Carnaval, Bell joga suas fichas nas canções Flutuar e Feitiço de Amor, do Chiclete com Banana, mas já tem uma música predileta:
"Gosto muito de Beijar na Boca, de Claudinha (Claudia Leitte). Mas, vou colocar canções de outros artistas, como Ivete e Durval, no repertório", disse o músico.
A crise também atingiu o Chiclete. Apesar das vendas irem muito bem, em alguns anos o Camaleão já tinha vendido todos seus abadás com meses de antecipação, o que não ocorreu este ano:
"Temos que trabalhar melhor, para superar a crise que nos atinge. É mais psicológica do que real: as pessoas se  resguardam com medo do que possa vir a acontecer, num futuro incerto. O Camaleão não ter esgotado todos os abadás não reflete uma crise, já aconteceu em outros anos. Estamos tensos e apreensivos com a crise. Mas, a história dos brasileiros sempre foi na crise", concluiu Bell.

Foto: Josemar Arlego


 

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