Grande novidade: blocos afros estão sem patrocínio
Por Josemar Arlego
Quem é jornalista já sabe que tem uma pauta garantida em todo carnaval: a falta de patrocínio dos blocos afro. Apesar da prefeitura de Salvador comemorar a venda das cotas de publicidade para cervejaria, banco e empresa de telefonia, essas entidades passam todo ano pelo mesmo sufoco para colocar o bloco na rua.
O Ilê Ayê, cujo desfile custa R$ 1,1 milhão, até agora não conseguiu nenhum patrocinador. Já o Olodum conseguiu fechar apenas com o Bradesco, o que cobre menos de 10% de suas despesas. O Bradesco também vai patrocinar o Cortejo Afro. Os diretores dos blocos se queixam de racismo por parte das empresas. A Petrobrás anunciou que vai repassar R$ 1,2 milhão para essas entidades.
