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Manu Bahtidão revela desafio para expandir tecnomelody: “Ainda há preconceito, mas estamos engatinhando”

Por Bianca Andrade

Foto: Reprodução / Instagram

Alagoas é mais perto da Bahia do que o Pará, mas a distância não impediu Manu Bahtidão de escolher a cultura do norte para representar em sua empreitada musical. Aos trancos, barrancos, mas também com flores, fãs e reconhecimento, Bahtidão se tornou um dos nomes femininos de mais destaque na música brasileira em 2024 quando se trata de tehcnomelody.

 

Afinal, não é para qualquer um alcançar as melhores posições nas paradas no Top 50 do Spotify e Billboard Hot 100 Brasil, com o grande hit ‘Daqui pra Sempre’.

 

Em entrevista ao Bahia Notícias nos bastidores da gravação do DVD de Thiago Aquino, ‘Hoje é Dia de Favela’, que foi gravado na segunda-feira (4) em Paraisópolis, São Paulo, a artista falou sobre o desafio que é ser representante de um gênero como o technomelody não sendo natural do estado.

 

“Para mim é bom, é gostoso e ao mesmo tempo é bem puxado, porque as pessoas exigem mais da gente. Eu não sou nascida no Pará, sou nascida em Alagoas, no Nordeste. E por conta disso ainda há um pouquinho mais de preconceito. Feliz pelo que eu faço com muita honra e tenho muito orgulho de verdade onde a gente chegou de tudo que a gente conquistou é a minha música, mas é a realidade e acredito que muitas coisas estão por vir.”

 


Foto: Reprodução / Instagram

 

Antes da carreira solo, a artista já fez parte da banda Companhia Calypso e seguiu para a Banda Batidão, onde se tornou conhecida no Pará e consolidou como um dos grandes nomes do tecnomelody.

 

Mas afinal, o que é o tecnomelody? O ritmo surgiu na década de 2000, através da mistura de elementos da música eletrônica e pop, com gêneros regionais paraenses, como calypso, brega e, carimbó.

 

Difundido nas aparelhagens do Pará, o gênero musical que tem entre suas maiores divas Gaby Amarantos, além da Ravelly, Viviane Batidão, Xeiro Verde e Eletro Batidão, carrega um pouco do brega em sua história e consegue lembrar o arrocha feito na Bahia pelas letras melódicas e danças sensuais em alguns casos, mas a presença dos eletrônicos e a batida frequente transforma o estilo em algo único e desejado no país com o crescimento do consumo de ritmos regionais.

 

“A gente está engatinhando ainda, mas eu acredito que muitos artistas vão vir também fazendo o que a gente faz, vai fomentar ainda mais e vai ficar ainda mais forte”, contou.

 

Um dos motivos pelo qual Manu se tornou conhecida nacionalmente, além do vozeirão potente, foi a irreverência nos palcos. Mas como nem tudo são flores, a artista também recebeu criticada sobre o comportamento nos shows.

 

Ao BN, Manu, que já anunciou afastamento dos palcos para tratar da saúde mental e se ausentou de uma apresentação em Salvador, contou como lida com toda situação e afirmou que precisou recorrer a terapia para entender toda mudança pela qual a vida passou desde que se tornou famosa.

 

“Tem muito hate com o Manu Batidão eu não posso brincar, eu não posso fazer uma dança que o povo já quer me matar então eu cuido com terapia e medicação, né?”, disse ela.

 

Segundo a artista, o tratamento também é pensando nos filhos e na família. Em casa, o Bahtidão dá espaço para a Manuela, mãe, esposa e mulher, que tenta, ao máximo, viver uma vida comum e tranquila.

 

“Eu tenho uma família linda, tenho uma vida por trás de toda artista que é Manu Batidão, existe a Manuela, que é mãe, amiga, irmã, filha e às vezes as pessoas esquecem disso, é um pouquinho difícil conciliar porque a gente precisa aprender a saber. Para não enlouquecer, mas eu acredito que eu sou muito mais feliz sendo como eu sou e fazendo o que eu faço, do jeito que eu faço, porque eu acho que essa sou eu, essa é a minha verdade e quem não gostar, a paciência, né?.”

 

E já que a Bahia é mais perto de Alagoas do que o Pará, não custa nada sonhar com Manu Bahtidão no Carnaval, correto? A cantora, que já participou da festa em camarote, deseja voltar para a folia, desta vez no trio elétrico. 

 

Com energia de sobra, a artista ainda citou que a parceria feita com Claudia Leitte no projeto Intemporal despertou ainda mais o sonho de puxar um trio elétrico no Carnaval de Salvador.

 

“A música com Claudia Leitte foi algo muito especial para mim, sempre fui fã dela e ela me abraçou nesse projeto. Foi uma honra e me deu mais vontade de estar no Carnaval, ainda que tenha sido algo mais calmo ali. Eu quero cantar no Carnaval com certeza. Sempre foi um sonho, ano passado eu cantei no camarote, mas eu quero cantar ali no trio, fazer algumas participações e quero planejar algo ainda maior para o próximo ano.”