Efeito Beyoncé: Entenda por que a cantora está sendo responsabilizada pela inflação na Suécia
Por Redação
A inflação da Suécia voltou a subir, mas desta vez o motivo foi um pouco diferente do esperado. Apesar da guerra na Ucrânia e as interrupções nas cadeias de suprimentos, a culpa da inflação ter atingido um índice acima do esperado é, na verdade, da cantora Beyoncé.
O aumento se deu por conta do início da turnê mundial da cantora na Suécia, no mês passado. A demanda por hotéis e restaurantes foi tanta que a Queen B apareceu nas estatísticas econômicas do país.
Esta é a primeira turnê solo da cantora em 7 anos, e com os ingressos esgotando em poucos dias, a estimativa é que ela lucre aproximadamente R$ 12 bilhões até terminar a turnê, em setembro.
"Eu não culparia Beyoncé pela inflação alta, mas a apresentação dela e a demanda global para vê-la se apresentar na Suécia aparentemente contribuíram um pouco para isso", escreveu o economista do Danske Bank, Michael Grahn.
O Visit Stockholm descreveu o boom do turismo na cidade como "efeito Beyoncé", em um e-mail enviado ao jornal americano Washington Post.
A inflação acumulada em 12 meses na Suécia atingiu um pico de 12,3% em dezembro. O índice de 9,7% no mês passado caiu dos 10,5% em abril, de acordo com os dados oficiais. Os mercados financeiros esperavam cerca de 9,4%.
No fim, quem sofreu de verdade foram os beyhive que, além de terem que pagar valores salgados pelo ingresso, ainda tiveram que lidar com o aumento inesperado nas tarifas de hotel, nos preços de atividades de lazer, recreação e cultura, tudo por causa do efeito Beyoncé.
