Márcio Victor lamenta cobrança em cima de Ivete e exalta Caetano: 'É uma faculdade'
O cantor Márcio Victor aproveitou a sua passagem pelo Bargunça Podcast, nesta quarta-feira (6), para exaltar as qualidades de amigos que ele fez dentro e fora da música. E um dos nomes que não poderia faltar é o de Ivete Sangalo.
"Eu amo essa mulher. Sofredora pra caramba, porque ela é muito cobrada de posicionamentos por tudo. Tipo assim: caiu uma árvore no Campo da Pólvora. 'Ivete Sangalo...' Tudo é citado o nome dela. E é uma pessoa que só merece luz”, lamentou. Márcio ainda revelou que Ivete não bebe muito, mas que adora "mingau de cachorro" e leva uma vida humilde, apesar do sucesso.
"É uma das pessoas mais humildes. Porque ela tem muita grana, muito poder, mas se você vai na casa de Ivete ela lava prato, faz comida... Tem histórias com Ivete que eu nunca vi amigas minhas fazerem", garantiu, citando uma situação que aconteceu enquanto os dois estavam em Los Angeles, nos EUA.
Outra amiga que está no coração de Márcio é Anitta, que ela acompanha mesmo de longe, através de mensagens trocadas pelo celular.
"Ela e Ivete são hoje as pessoas com quem eu mais tenho contato. Elas me ajudam muito na questão da minha cabeça, porque como eu tenho muita responsabilidade, às vezes eu preciso mandar uma mensagem: 'amiga, hoje eu tô cheio de coisa. O que é que eu faço?'. E elas já me entendem e vão aconselhando a seguir no caminho da música, que não é fácil. Mas com elas parece que é tudo mais fácil", comparou, antes de destacar uma outra qualidade: o apoio que a carioca dá a outros artistas. "Ela faz isso com as pessoas que estão perto dela, ela chama pra perto. Agora eu vi que MC Rebecca, Pocah e Lexa estão lá com ela no after do Grammy. Ela foi convidada pra cantar e levou as meninas, eu acho massa".
O vocalista do Psirico não deixou de citar, claro, sua relação com Caetano Veloso, com quem tocou por cerca de 13 anos antes de seguir em carreira solo. Muito mais do que música, Caetano, em suas palavras, também o ensinou sobre política, cultura e até mesmo fez mudar sua relação com a comida.
"Eu aprendi quem era Camões. Quando ele canta aquela música, 'Língua', que ele fala 'Gosto de sentir a minha língua roçar a língua de Luís de Camões'. E eu não sabia quem era. Então ele foi um livro vivo pra mim. Dentro das músicas dele, das letras dele, é uma faculdade", agradece, relembrando o poeta português que escreveu "Os Lusíadas".
"Ele tem que ser respeitado como um patrimônio do Brasil. No Japão, o cara faz fila e lota um mês. Em Paris, o prefeito, o presidente... Todo mundo bate continência. E ele é muito mais humilde que eu. Ele vai andando pro Porto [da Barra], ele tem essa coisa de ser uma grande pessoa, mas se comportar de forma sempre simples", aponta.
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