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Especial: Curtas e venenosas na entrega do título a Zé Eduardo

Por Natália Comte

    

Não fui convidada, mas como sei que a Casa é do povo e qualquer um pode entrar, fiquei curiosa e fui para o título de Bocão. Nunca vi em minha vida um evento tão emblemático. Logo na chegada, na porta da Câmara, como é de praxe, se misturavam políticos, povo e empresários. Muitos deles para cumprimentar o agraciado, mostrar a cara e ir embora. Como era o caso de Bruno Mello, doido para assistir o jogo do Bahia. E mais uns outros que esperaram Bocão chegar, o cumprimentaram e vazaram. Lá dentro, a cidade estava bem representada. Do meu canto, fiquei observando:
* O imortal (da Academia de Letras da Bahia e presidente da ABI), Samuel Celestino, de barba, se achando Sean Connery.
* O emblemático policial Portela, de camisa branca por fora da calça e o velho 38 cano longo na cintura.
* Fabiano Freitas, diretor da Record, na Mesa, que a gente não sabe nunca se ele está dando risada ou não, pois os dentes estão sempre para fora.
* Inês, da Transamérica, cobrando mídia do povo das bandas.
* Paulo Maracajá tentando convencer a todos de que é um democrata e que é o melhor para o Bahia.
* Amaral do Lixo, como sempre, de brilhantina. Aliás, ele anda na Orla de brilhantina.
* Jajá tentando conseguir uma entrevista com a repórter da TV Itapoan dizendo que tinha dado banho em Zé Eduardo.
* Eduardão Duasa, com sua bela e simpática esposa, com o rosto cheio de esparadrapo. Sabe lá o que aconteceu.
* Vitório, da Vitorenza, maior permuteiro da Bahia, aproveitou que estavam empresários e veículos para fazer negócios.
Ednaldo Rodrigues, com sua cara de paisagem, que mais parece Dedé Santana.
* Ricardo Luzbel era uma pose só para lá e para cá com a mão no bolso.
* Paulinho Magalhães com sua cara de "O Máscara" e seu sapato com salto de 10cm  procurando alguém para tomar uma.
* Como não podia faltar em todos os eventos, o velho Rubinho dos Carnavais, que não perde um coquetel.
* Q
uando vi Darlan da Multicarne e Parabrisa, amigo e conselheiro de Nizan Guanais, pensei comigo: A Brahma Fresh e a carne do sol estão garantidas no coquetel.
* Soube que Bocão tratava essa homenagem com desdém, mas na hora deu uma de João Henrique, tudo chorava.
* Na minha cabeça, Miakuda era tão bonita como imaginava. Mas, Milene Rios não tem nem braço.
* Só Zé Eduardo mesmo para ter um amigo chamado Kito Gordo, que é magro e Kito Bafo, que só anda cheiroso.
* Por falar em cheiroso, Paulão, empresário do Jammil está magrinho. Uma elegância só.
* Rodolfinho a mesma coisa. Tatau numa guerra danada e ele naquela tranquilidade.
* No meio do discurso, Zé Eduardo já se sentia apresentando o programa, pedindo uma salva de palmas para Sirino, diretor de jornalismo da Tv Itapoan.
* Por falar em Sirino, a TV Itapoan trocou um galã por outro. Marcos Pimenta é mais bonito ao vivo, com sua bela sobrancelha. Será tatuagem?
* No meio do discurso, Zé citou que fez um programa a convite do Asa de Águia na Transamérica. O que ninguém sabe é que o programa foi uma catástrofe. Nunca ia dar certo. Era apresentado por Zé Eduardo que só falava "isso é uma sacanagem", Paulinho Xoxoto "brother, o reggae hoje é na Kalamazoo, rey" e Eduardão com seu palavriado antigo de rádio "um abraço ao nosso Major Sturaro e a nossa briosa e gloriosa Polícia Militar".
* De vez em quando passava Daniel Pinto e Lívia Cortizo, do Bahia Notícias, que mais pareciam um percussionista do Olodum e uma turista espanhola saindo da bénção.
* O mais interessante é que vendo a família reunida, cheguei à conclusão que eles são cinzas, não tem cor definida. Se colocar um brilhante na testa, vira indiano.
* Estava também o avô de Zé Eduardo, Seu Valdir, que hoje é uma simpatia, mas já foi uma das pessoas mais detestadas da Bahia pela classe média e média baixa, pois não deixava ninguém entrar sem carteira no Baiano de Tênis. Soube que uma certa feita barrou o milionário Baby Pignatari. MInha mãe detestava ele, pois foi barrada duas vezes com as amigas no baile Preto e Branco. Só porque não tinha carteira.
* Fora que a toda hora um convidado era abordado por alguém pedindo uma guia ou entregando currículos.
* Muito esperto Imbassahy, único candidato a prefeito que capitalizou o evento.
* Senti a falta dos ré-amigos Érica Saraiva e Sílvio Mendes.
* Valdenor Cardoso, como sempre, parecendo Rolando Lero ao discursar, acompanhado de suas sete estagiárias.
* Zeni do Mercantil Rodrigues e Roberto Cal escondidinhos tão qual Alex Portela, presidente do Vitória.
* Acho que Ricardo Chaves há muito tempo não vê um público tão grande.
No início do coquetel, desce a escadaria da Câmara aos berros o velho Moreira, do Porto Moreira. "Esse cara só contou vantagem. Não disse que montou um bar junto com seu irmão, Boquinha, chamado Mitiê, na Barra, e que o bar quebrou. Eles beberam tudo. Queriam concorrer comigo. Essa derrota ele não conta", a todos, olhando perplexo para cima. Aí vi que era a hora mesmo de me retirar. Mas uma coisa ficou bem clara em minha cabeça. Esse é Zé Eduardo: amigos pobres, amigos ricos, emblemáticos, intelectuais, famosos, anônimos, mas amigos.

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Foto: Adenilson Nunes

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