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Aposta do sertanejo, Manu diz que não levanta bandeiras: ‘Minhas músicas falam do cotidiano’

Por Júnior Moreira

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Que a música sertaneja tem sido dominada por nomes femininos nos últimos tempos não é mais novidade para ninguém. Com nomes como Marília Mendonça, Maiara e Maraísa, Naiara Azevedo e Simone e Simaria, o chamado “Feminejo” tem lotado shows ao redor do país e atingido milhões de visualizações na internet. Marília, por exemplo, está no top do Spotify das mais tocadas no Brasil há dias com a música “Ciumeira”. E se depender da determinação da cantora Manu o time será reforçado.

 

Nascida em Alagoas, Emanuella Tenório Rocha começou a cantar com 11 anos, fez carreira no Ceará, Pernambuco e ficou por 10 anos em Belém, Pará, na banda Batidão, cantando tecnomelody. Há três anos migrou para Goiânia e, desde então, tem se dedicado à música sertaneja.

 

“Sempre consumi a música sertaneja. Cresci ouvindo Milionário e José Rico, Trio Parada Dura... sempre gostei muito, mas era algo distante do estilo que cantava e como tinha um nome muito bom no norte do País, não via a necessidade de mudar. Porém, meu esposo deu a ideia de tentar o sertanejo, até para aproveitar a visibilidade das mulheres, que antes não se tinha tanto. Fomos de mala e cuia para Goiânia, que é o melhor lugar para isso. Em pouco tempo, já temos um resultado muito bom”, explicou ao BN.

Prova de que as coisas estão se encaixando é que em agosto de 2017, Manu gravou o primeiro DVD Sertanejo, com o título Século XXI, e contou com participações especiais de Naiara Azevedo, Lucas Lucco, Márcia Fellipe, Jefferson Moraes, Rogério Ferrari e Day & Lara. Essa solidariedade do meio é um dos pontos destacados por ela, inclusive.

 

 “O pessoal é muito receptivo. Os artistas são unidos e por isso o sertanejo tem essa força. Você sempre vê um artista novo com grandes participações em seus projetos. Em outros ritmos musicais, é bem difícil acontecer isso. Fico muito feliz”, agradeceu. Falando em parcerias, a música “Não tem essa que não Chora”, feat com Simone Mendes, irmã de Simaria, já ultrapassa a marca de 14 milhões de visualizações no YouTube.  Porém, muitas pessoas ainda não associam a voz da faixa com a intérprete. Quanto a isso, ela se disse tranquila:

 

“Não é um problema. A gente não tinha investido nessa canção como agora. Estamos aqui na Bahia por isso. A música é um sucesso e a galera está me conhecendo aos poucos. Não tenho muita pressão, a gente vai comendo devagarinho para colher o sucesso”, apostou.  Porém, apesar de toda a empolgação, se distinguir de todas as artistas é uma necessidade e também uma dificuldade, mas Manu dá sua receita:

 

“Olha, me considero diferente porque venho do Pará e trago a dança, alegria... Sou uma artista que precisa do público junto. Canto desde os 11 anos e é isso que sei fazer. Se não contagiar para mim não prestou. Sou diferente nesse sentido. Não digo melhor, digo diferente. Sou a pessoa que gosta de pegar o melhor das minhas referências e trazer para meu trabalho".

 

Por fim, uma característica do Feminejo é o fato das mulheres terem espaço para falar de suas questões, ânsias e vontades. Por isso, muitas das músicas levantam a bandeira feminista. Contudo, Manu apresenta uma proposta mais cautelosa. “Trago a questão da autoestima, sim. Minha música "Século XXI", por exemplo, diz que é uma mulher que dança, curte, bebe, mas não trai. Muitos caras acham que a mulher que vai para balada é uma periguete. A gente não vê dessa maneira. Tem muita mulher que sabe se portar, que gosta de curtir com a amiga. Não teria problema nenhum em ser assim, mas sou tão ciumenta que não deixo meu marido ir, ai ele também não iria deixar. Não levanto bandeira, mas acho que minhas músicas falam do cotidiano, da realidade de todo mundo. Quem nunca sofreu por amor?”, indagou.

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