'Gosto de desafios', diz Allan Bapuru, único baiano no maior festival de Zumba do mundo
Por Ian Meneses
O dançarino Allan Figueiredo, conhecido como Allan Bapuru, será o único baiano a representar o estado e o Brasil no maior festival dedicado a Zumba no mundo, o Zumba Fitness Concert, que acontece desde o dia 26 até o dia 29 de julho em Orlando, nos Estados Unidos. Na Flórida há um mês para participar dos ensaios, o jovem que nasceu no bairro de Pau Miúdo, em Salvador, concedeu uma entrevista ao Bahia Notícias para falar da sua relação com esta modalidade da dança. Além de Allan, outros 11 instrutores de diversos países estão presentes no evento.
O festival Zumba Fitness Concert é uma espécie de "aula gigante" de Zumba, que mistura movimentos de dança e ginástica, embalados por ritmos latinos e internacionais como Cumbia, Reggaeton, Salsa e Merengue. Ele é baseado em um programa fitness criado pelo colombiano Beto Perez e recebe mais de mil pessoas. Perez desenvolveu a Zumba em 1990, após esquecer o material de música fitness regular e fazer sua aula com CDs com canções de merengue e salsa que tinha disponível. A ideia que revolucionou as aulas de aeróbica é similar ao que acontece aqui no Brasil com as aulas que utilizam as coreografias da Fitdance. Antes de Allan fazer parte do evento, a cantora Claudia Leitte foi destaque do festival e chegou a gravar um clipe com o fundador da modalidade. A coreografia do single "Carnaval", da baiana com parceria do rapper Pitbull, também foi criada por Perez.
Assista "Portuñol", clipe gravado por Claudia Leitte e Beto Perez:
Com o nome artístico dado por um amigo de infância originado do quadro de Tarsila do Amaral “Abaporu”, Allan desde pequeno gostava de dançar, mas tomou gosto mesmo ao perceber que isso podia o ajudar com as meninas: "Eu sempre gostei de dançar. A brincadeira começou quando os meus amigos de infância dançavam e muitas meninas ficavam loucas por eles. Eu só tinha 15, 16 anos, fiquei intrigado com aquilo, as mulheres gritando porque eles estavam dançando. Foi aí que pedi para entrar no grupo de dança deles, dessa forma que foi começando. Engraçado que só deixavam eu ensaiar porque eu tinha um som, mas isso tudo eu fui saber anos depois”, relembra.
De início, Allan dava aulas de swing baiano, desde quando estudava na Escola Técnica Federal para ter independência financeira. Mas o seu primeiro contato com a Zumba começou através de um colega de trabalho, quando ele dava aulas no condomínio Alphaville: “Meu amigo começou a insistir comigo que eu tinha que entrar na Zumba e dar aula e entrar no curso. Eu tinha várias turmas [de swing] em Salvador e fiquei meio receoso. Será que vai ser uma troca interessante? Será que vai valer a pena? Mas eu gosto de desafios, então eu me joguei. Fiz o curso de Zumba e seis meses depois comecei a dar aula realmente. Só fiz crescer. Hoje, cheguei num momento que também não esperava e só tenho a agradecer. A Zumba me proporcionou conhecer o mundo”, comemora.
Festival de Zumba é espécie de "aula gigante" de aeróbica com músicas latinas. Confira:
Agora em solo americano, Bapuru explica como tem sido a rotina por lá e conta que os participantes ficam confinados em uma residência. “Estamos em uma casa, tipo um Big Brother, a diferença é que não ocorre eliminação. São 11 pessoas de países como Colômbia, Chile, Argentina, Rússia, Coreia, EUA. Nossa rotina diária é de ensaios com o Beto Perez, criador da Zumba. Nos finais de semana, nós temos dias mais tranquilos. As programações nos finais de semana são com Beto, sempre estamos com ele. Somos um time e temos que estar todos juntos na mesma conexão e se conhecendo, para que o trabalho no final saia maravilhoso”. Segundo ele, a relação com os outros convidados superou suas expectativas e a dança contribuiu para isso: “O contato está melhor do que eu imaginava. O mundo da dança, graças a Deus, traz algo maravilhoso que é de todos se respeitarem. E isso é que nos deixa com uma comunicação mais fácil”.
