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Água Fresca, som que conquistou Saulo, apresenta samba com batida de lambada

Por Bárbara Gomes

Foto: Paulo Victor Nadal / Bahia Notícias

Quem tem frequentado bares e casas de shows em Salvador pode ter, em algumas das saídas, encontrado Água Fresca tocando uma samba diferente pela capital. Trata-se de um projeto musical que tem três anos, criado após o fim da banda “Do Outro Jeito” (que persistiu por 10 anos no mercado).  O nome Água Fresca pode confundir o público, pois não é atribuído ao grupo, mas sim ao cantor, que explicou como surgiu esse pseudônimo: “Eu tinha um amigo na escola que eu só andava junto e ele tinha uma sobrancelha enorme e botaram o apelido dele de sombra, e como andávamos sempre juntos colocaram em mim o apelido de 'Água Fresca'.. Sombra e Água Fresca”, lembrou aos risos. O nome pegou e o cantor o levou para sua carreira na música, iniciada logo após os nove anos de idade, por influência do amor ao Olodum. Hoje, o diferencial de Água Fresca nos shows é tocar simbal (pratos de bateria), tam tam, a caixa e cantar ao mesmo tempo. “Foi uma urgência, pois num dia dois músicos faltaram e eu precisei me virar. Então comecei a me aprimorar e até me chamam de ‘homem polvo’, cantando cheio de braços”. O arranjo do samba também tem uma base de lambada, com cavaquinho, violão e o pandeiro, misturando no repertório músicas atuais de gêneros diferentes, mas com o espaço garantido da percussão do Olodum, da Timbalada e do Ilê Ayê. O som de Água Fresca conquistou o baiano Saulo Fernandes, que participou de um show no dia 8 de outubro, em Vilas do Atlântico. “Foi muito legal. Boa parte da família dele compareceu. Foi emocionante”, disse o cantor, que avaliou não ser fácil fazer música em Salvador.

“A gente batalha. Trabalhar nessa área aqui já é difícil e se você fizer uma música que não é do gênero da capital então... Mas começamos a conquistar um espaçozinho. Nossos ensaios são bem feitos”, pontuou. Quem quiser conhecer Água Fresca pode conferir o show todas as quintas-feiras no Caranguejo do Baiano, às sextas-feiras na Skull, no Itaigara, e todos os sábado no Eu Vi, na Pituba.  Além disso, ainda vai ter gravação do novo DVD, em 3 de dezembro, num evento de camisa que acontecerá no Eu Vi. O repertório vai contar com cinco músicas autorais: “Você Perdeu Amor”, “Sambando Com Água”, “Tá Maluca”, “Te Encontrei” e “Deixa Ele Chorar”, essa última, composta por Felipe Escandurras.   

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