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Em Salvador, Dilsinho avalia músicas baianas e fala de expectativa para Carnaval

Por Júnior Moreira / Bárbara Gomes

Fotos: Luiz Fernando Teixeira / Bahia Notícias
Cantor e compositor, Dilsinho está em Salvador para conhecer melhor as festas e músicas da região. Nascido no Rio de Janeiro, mas com raízes no Axé, pois é filho de um baiano, o artista de 24 anos é uma das apostas do samba carioca, e no seu segundo álbum, “O Cara Certo”, já emplacou as canções “Refém” e “Trovão”. Em sua passagem pela capital baiana, irá participar do show do Harmonia do Samba, na próxima segunda-feira (6), e ainda retornará para aproveitar o Carnaval. Nesta semana, Dilsinho esteve na redação do Bahia Notícias para contar sua expectativa com relação à folia, suas referências musicais e a relação que tem com a terra do pai.

Cantor romântico assumido, ele destacou alguns artistas baianos que fizeram parte da sua formação na música. “Eu comecei tocando MPB no Rio. Todo esse universo de Gilberto Gil e Caetano Veloso são referências pra todas as classes de músicas e idades. Quando falamos em música daqui não tem como não falar deles, e ter como referência. Sou um cara mais romântico e gosto das músicas mais românticas de Salvador”, explicou. Ele ainda relembrou da canção cantada por Ivete Sangalo “Se Eu Não Te Amasse Tanto Assim” que marcou uma fase da sua vida. “Foi uma música que tocou muito. Eu lembro que ela fez uma participação no final de ano com Roberto Carlos e isso me emocionou, eu chorei muito”, recordou. “Gosto da Ivete Sangalo, o Carlinhos Brown, que é muito respeitado e fala de consciência política, de sociedade, Saulo, Jammil, Tomate e toda essa galera nova que chegou. Conheço e gosto muito do som da Bahia”, acrescentou.

Acostumado com o Carnaval do Rio de Janeiro, este ano será a primeira vez que Dilsinho participa da festa em Salvador. “Vou cantar com alguns amigos, mas como participações. Meu show marcado aqui será em abril”, frisou. Na expectativa para participar da festa, o cantor fez uma comparação entre a folia carioca e baiana. “No Rio a gente tem a Sapucaí que é uma grande festa, conhecida no mundo, muito bonita! Eu já tive a oportunidade de fazer shows dentro do carnaval. É muito emocionante. Eu estou dentro daquela esfera toda e conheço muita gente. Todo ano faço shows e esse ano devo tocar no Sambódromo, no Terreirão. Mas vir pra Salvador tem um Axé diferente, uma energia distante de tudo que eu já vi. As pessoas são muito receptivas, elas conhecem o seu trabalho ou procuram saber pra dar opinião. Acho que vai ser muito diferente pra mim. Poder participar dessa festa, pelo menos assistir e entender um pouco mais, vai ser um sonho”, comemorou.

Nesse ritmo de expectativa, Dilsinho contou como começou a amizade com Xanddy, vocalista do Hamornia do Samba. “Conheci em um show que ele fez no Rio de Janeiro, no Barra Hall. A gente ficou conversando e criou uma relação bacana. Depois participamos de um mesmo evento em Recife e criamos uma proximidade maior. Ele é uma das minhas referências também. Ele é um cara muito humilde e sempre me recebeu muito bem. Fiquei muito feliz com o convite. E não vou embora cedo, não. Vou participar da festa!”, adiantou. Ao ser questionado sobre a música que deverá receber o título de melhor do Carnaval, o cantor carioca admitiu: “Não estou por dentro”. Mas, em seguida, avaliou a disputa. “Gravei um programa com a banda Vingadora que ganhou a música do ano passado e tá vindo tocar esse ano. Na verdade, é uma disputa simbólica; é a música que o povo abraça mais”. Depois das festas carnavalescas, Dilsinho retorna à Salvador no dia 9 de abril, quando fará show completo no evento Samba Piatã, dividindo o palco com o produtor do seu CD, o vocalista Bruno, do Sorriso Maroto.  

 

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