Diretor de 'Axé' diz que falta de 'documento' sobre o gênero o motivou a fazer filme
Por Júnior Moreira / Guilherme Ferreira
O diretor do filme “Axé: Canto do povo de um lugar”, Chico Kertész, disse durante o lançamento da obra, nesta quarta-feira (11), que a falta de "documento" sobre o gênero foi a principal motivação para produzir o longa metragem. "A gente sentiu a ausência de um documento - fosse um livro, fosse um filme - que desse a dimensão do que essa música representou para a cultura do nosso país e da Bahia", declarou em entrevista ao Bahia Notícias durante o evento, que acontece no espaço de cinema Glauber Rocha. Segundo Kertész, 98 personalidades foram entrevistadas para oferecer um panorama histórico do Axé. Ele ressaltou que não houve escolhas pessoais para optar quem seria entrevistado e o papel de cada um na evolução do gênero musical se impôs para tomar essas decisões. "A gente entrevistou todo mundo, não tem exclusão, não tem opção. É quem fez a história e não fui eu que inventei ou escrevi”, explicou. Sobre o momento do Axé na atualidade, Kertész disse que o "o pior já passou" e falou em uma renovação no gênero ao citar nomes como BaianaSystem e MC Beijinho.
