'É preciso sair do lugar comum', diz Tuca sobre clipe dedicado à avó portadora de Alzheimer
Por Bárbara Gomes
Em carreira solo desde 2011 quando deixou a banda Jammil, o cantor Tuca Fernandes se inspirou na avó Eliza para lançar o seu videoclipe mais recente: “Toda manhã”. A canção é de Filipe Escandurras, e poderia ser interpretada como um amor entre um casal, mas o cantor preferiu usar os versos para homenagear sua vó que faleceu há 22 anos e era portadora de Alzheimer. “Quando eu percebi que minha vó estava com a doença, ela já estava no fim da vida, velhinha, com 84 anos e já meio frágil. Mas eu nunca me esqueci dela. Eu sou espírita e já tive vários sinais de que ela veio me visitar. Teve um ano que eu não lembrei do aniversário dela, que era em agosto, aí eu acordei com o despertador com a data piscando. Eu não costumo mexer no despertador. Eu liguei pra minha mãe chorando, pois minha vó tem uma ligação muito forte comigo”, explicou.
Nessa de experimentar, o cantor que se destacou durante muito tempo cantando Axé, atualmente tem diversificado o ritmo, misturando o pop com o reage. Ele classificou a música “Toda manhã” como um reage baiano, marcada pela percussão eletrônica. “O Axé se reinventa e é bem aberto. Cabe uma pegada mais samba reage, mais pop. Eu sou cantor de axé cantando pop. É interessante essa mistura. Uma vez Luís Caldas chegou a me dizer que eu sou a parte rock and roll do Axé. As coisas mudam e a gente tem que se reinventar”, concluiu.
Nessa de experimentar, o cantor que se destacou durante muito tempo cantando Axé, atualmente tem diversificado o ritmo, misturando o pop com o reage. Ele classificou a música “Toda manhã” como um reage baiano, marcada pela percussão eletrônica. “O Axé se reinventa e é bem aberto. Cabe uma pegada mais samba reage, mais pop. Eu sou cantor de axé cantando pop. É interessante essa mistura. Uma vez Luís Caldas chegou a me dizer que eu sou a parte rock and roll do Axé. As coisas mudam e a gente tem que se reinventar”, concluiu.
