‘Só voltaria pagando alguém pra ficar na fila’, diz cantora baiana que participou do X Factor
Por Júnior Moreira
Fome, frio, sono, falta de banheiros para atender 15 mil pessoas e segurança abaixo do necessário. A Arena Corinthians, em São Paulo, mais lembrou um “campo de refugiados” para os presentes que tentavam realizar um sonho na carreira. A desorganização na seletiva nacional do programa X Factor Brasil (clique aqui e leia) repercutiu negativamente para a rede Bandeirantes de Televisão após diversos cantores reclamarem da forma como foram tratados. A baiana Talitha Costa natural do município de Baixa Grande, na região da Bacia do Jacuípe, foi uma delas, e contou ao Bahia Notícias sua experiência: “Eu cheguei lá pouco mais das 5h da manhã de sábado (9) e já tinha muita gente esperando. As fichas só começaram a ser distribuídas por volta das 7h da manhã e consegui a 575ª. O portão da Arena só abriu às 8h. Ficamos do lado de fora e fazia muito frio. Muito mesmo. Olhava para a fila e só via pessoas com cobertores, a cena me lembrava os refugiados da Síria”, explica. De acordo com a concorrente, a produção do programa não alugou a Arena por completo e, por isso, todos ficaram na área externa, pois só uma pequena parte teria acesso permitido. A falta de informação prejudicou os participantes. “Não sabíamos que seria assim e acho que eles não esperavam tanta gente também. Não fomos abrigados em nenhum momento; não tínhamos comida, nem bebida. Até ser escutada (às 10h30), esperei sentada no asfalto e fui liberada às 16h. Só tinham 6 banheiros químicos para 15 mil pessoas. Foi um sufoco mesmo”, desabafa. Nem mesmo no segundo dia de audições, quando haviam menos pessoas, os candidatos tiveram mais facilidade. “A produção reduziu o número de seguranças e isso causou muito tumulto. De início, eles chamaram as senhas de 0 a 500 e mesmo sendo a 245ª não consegui entrar, pois todos invadiram o local. E quando fiz novamente a seleção, a produtora me elogiou, mas disse que já tinha fechado a quantidade de participantes. Ou seja, fui prejudicada, né?”, questiona.

