Repórter americana é indenizada em R$ 207 mi após ser filmada nua em quarto de hotel
A repórter americana Erin Andrews receberá uma indenização de US$ 55 milhões, ou R$ 207 milhões, após ter sido filmada nua dentro de seu quarto de hotel, em Nashville. As imagens foram gravadas por um perseguidor que pediu para se hospedar a seu lado e teve seu pedido atendido pelo hotel, sem que a jornalista estivesse ciente da situação.
O caso ocorreu em 2008, quando Erin estava na capital do estado do Tennessee a trabalho. Sabendo da escalação da repórter para cobrir um jogo de futebol americano pela ESPN, Michael David Barrett, executivo de uma agência de seguros, perguntou aos funcionários do hotel o número do quarto onde a jornalista estava hospedada, foi até o local e arquitetou o plano, substituindo o olho mágico da porta da jornalista por uma câmera.
Segundo a emissora americana CNBC, Barrett levou a filmagem ilegal para o site "TMZ", que se recusou a comprá-la. E então, ele colocou as imagens na internet. "Eu fiquei envergonhada, humilhada, mortificada por causa do vídeo. Todos disseram que eu havia orquestrado tudo por publicidade e atenção. Isso me destruiu”, disse Erin em depoimento a polícia.
A repórter chorou diversas vezes enquanto relatava sua história ao júri, relatando que o caso despertou uma espécie de paranoia que a faz buscar câmeras escondidas em todos os hotéis que se hospeda. Erin processou tanto Barret quanto o hotel Nashville Marriott, pedindo uma indenização total de US$ 75 milhões (R$ 282 milhões). Apesar de ser declarada vitoriosa, Erin receberá quantia menor do que a solicitada, “apenas” US$ 55 milhões.
