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‘A crise vai bater na minha porta, mas não vai entrar’, diz empresário do Cheiro de Amor

Por Aymée Francine/ Renata Pizane

Foto: Claudia Cardozo/ Bahia Notícias
O empresário da banda Cheiro de Amor, Windson Silva, comentou sobre as dificuldades de fazer Carnaval em Salvador durante o lançamento do ‘Globo de Ouro – Palco Viva Axé’, na noite desta segunda-feira (19), em Salvador. 
 
Admitindo ser um folião convicto, Windson falou sobre a vontade de continuar participando do Carnaval. “A minha vontade é de sair sete dias. Tenho 36 anos de Carnaval e nunca perdi um dia de rua. Sou carnavalesco, gosto disso, corre na veia, mas tem que ter condição de fazer. É um grito de alerta", afirmou. 
 
As dificuldades para manter a festa devem ser enfrentadas com um auxílio coletivo na visão dele. “Temos que ter uma responsabilidade com o Carnaval de Salvador, com a música baiana. Fico muito tranquilo que nós estamos lutando muito pra manutenção do Carnaval, pra manutenção da música baiana, mas esse esforço tem que ser feito por muitas pessoas, pelo Governo do Estado, pela Prefeitura, que precisa entender que o turismo é a mola propulsora de Salvador.
 
Quando questionado sobre a fase atual do mercado, o empresário lembrou que a situação do país se compara com a vivida no início da década de 90. ”Não teve melhor ou pior período. Estamos vivendo uma crise econômica no país. Na época do governo Collor foi pior e tivemos medo. Estamos trabalhando para superar esse cenário, com determinação, trabalho e música boa. A crise está aí, vai bater na minha porta, mas não vai entrar”, brinca.
 
Para tentar superar as dificuldades no Axé Music, ele destaca que é preciso sempre mudar. “Há 30 anos o termo Axé Music foi criado de forma pejorativa. Não se aceitava aquela mudança que estava acontecendo no cenário musical de Salvador na época. O público mudou concepção de Axé Music. Precisamos estar atentos às novas tendências. A população mudou de gosto e temos que aceitar novas mudanças da preferência popular, porque nosso trabalho segue influências. Isso rejuvenesce a música baiana”, destaca.

Seguindo essa filosofia, ele diz que está apostando no ritmo bachata, que é uma mistura de bolero com tango argentino. 

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