Rafael Ilha diz que fez ‘roleta russa’ com a mãe e confessa: ‘Eram 70 pedras de crack por dia’
Rafael Ilha e Sylvia Vieira, sua mãe, estiveram num evento que aconteceu nesta quarta-feira (2), em São Paulo, que marca o lançamento da biografia “As Pedras do meu Caminho”, escrita pela jornalista Sonia Abrão. Sylvia relembrou alguns episódios chocantes na vida do ex-polegar, principalmente durante o período em que estava envolvido com drogas. “Eram os maiores quebra-paus, toda vez que eu encontrava droga, jogava na privada e ele vinha para cima de mim, às vezes me batia. Até roleta russa eu tive na minha cabeça. Ele já botou faca no meu pescoço. A única coisa que eu falava era ‘pode matar, você vai fazer um favor. Mas quem vai cuidar de você?’. Aí ele tirava a faca”, disse.
“Rafael era muito rebelde, muito difícil. Eu fui numas 30 clínicas e ninguém o aceitava. Quantas vezes as pessoas falavam ‘agora vai’ e eu falava 'não acredita nele’, 'só acredita depois de um, dois anos’. Eu tinha a visão real. Ao mesmo tempo queria salvar ele, de todas as formas”, completou ela.
A mãe de Rafael Ilha ainda declarou que em uma das overdoses do famoso, ela conseguiu salvar a vida dele. “Ele estava tendo uma parada cardíaca, morrendo. Subi em cima dele, fiz massagem cardíaca, respiração boca a boca e ele voltou. Às vezes, eu ficava mais de 15 dias sem dormir, porque ele se drogava à noite e tinha convulsão”, explicou.
Rafael Ilha participou, também, de um programa na rádio Jovem Pan, nesta terça-feira (01), para divulgar o livro. Durante a entrevista, o rapaz contou que no auge de sua dependência química, usava drogas em grandes quantidades: “Eu fumava 60, 70 pedras de crack por dia”, disse ele, emocionado.
