'Estou há seis meses sem comer', diz José Loreto sobre preparação para viver José Aldo
Cinco quilos mais magro e fazendo, há seis meses, uma dieta rigorosa, com uma rotina pesada de exercícios físicos, José Loreto se tornou, praticamente um atleta, para viver José Aldo nos cinemas. Em entrevista ao site Uol, o ator contou como mudou seu estilo de vida para se transformar no campeão do UFC. "Há seis meses eu não como pão, não como massa, não como feijão. Eu não como há seis meses. Nunca tive problemas com peso e, por também ter diabetes tipo 1h há 16 anos, minha alimentação sempre foi saudável”, destacou.
Consciente da “onda fitness” atual no país, Loreto explica que fez tudo com a melhor orientação. “Me cerquei de todos os cuidados com médicos e nutricionista porque eu quis ficar mais próximo do físico do Zé Aldo. Também quis passar por aquelas dietas que eles fazem para perder quilos em poucos dias. Tudo é muito difícil, desgastante, mas está valendo a pena", contou.

Desde que aceitou o convite para fazer o filme, em outubro de 2014, Loreto, que é faixa preta de judô, teve que aprender golpes de muay thai e jiu jtsu –especialidades de José Aldo, que é campeão do peso pena- e apostar no programa de treinamento de força e condicionamento geral chamado crossfit, para ganhar músculos e fôlego. "Eu não tenho a obrigação de ser parecido porque é um filme baseado na história dele. Eu quero fazer um José Aldo do meu jeito. Quero que as pessoas o reconheçam no telão, que vejam nos meus olhos a dor, a vontade e a determinação que ele teve para chegar onde chegou", observou Loreto, que já gravou a metade do filme e foi criticado por não ter tanta semelhança física com o atleta.
Sobre o longa, o ator destaca o quanto a história do filme é emocionante. "Todas as cenas são marcantes. Têm as cenas com o pai, interpretado pelo Jackson Antunes, que mexe muito com a emoção. Ele era o herói e o vilão do Zé. Tem as cenas que ele dorme com fome, que ele limpa a academia enquanto as pessoas treinam, que ele soca o saco de pancadas sem luvas até as mãos sangrarem. Tudo é muito forte e visceral que fica difícil escolher uma", explicou o global.
