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Paola Carosella, jurada do MasterChef, afirma que quem ser chef, não vai para reality show

Foto: Divulgação
A jurada da versão brasileira do "MasterChef", Paola Carosella, é destaque entres os chefs atuando no Brasil, no comando de seus dois restaurantes: Arturito e La Guapa Empanadas.  A argentina enxerga-se mais como uma professora do que como uma chef de cozinha e defende a rigidez com a qual ela e os colegas de programa, Erick Jacquin e Henrique Fogaça, tratam os concorrentes. "Se alguém realmente sente que vai ser a 'grande revelação', não vai para um reality show. Vai trabalhar em um restaurante de verdade, se dedicar à gastronomia. Quem vai para um reality show é 'carne' de reality show", revelou em uma entrevista para o site Uol.
 
"São pessoas [candidatos] que gostam de cozinhar, veem a chance de mudar de vida, mas não são as próximas revelações. O Hamilton [Carvalho, piloto de helicóptero da polícia no Distrito Federal], por exemplo, pode pegar os R$ 150 mil e colocar a família inteira para trabalhar em um food truck. O cara vai mudar de vida ou talvez preparar sua aposentadoria. Mas será a próxima revelação da gastronomia brasileira? Não", concluiu.
 
Encarando a segunda temporada do reality, ela diz que já se sente mais à vontade na frente das câmeras. "Estou mais natural do que na primeira temporada, aprendi como funciona", diz Paola, deixando claro que não faz tipos para 'apimentar' a edição. "Não somos atores, não temos como interpretar personagens”, destaca. Com 24 anos de experiência e ciente das dificuldades do mercado, Paola não aceita "mimimi" e não acha correto quem classifica os jurados como insensíveis. “Quando alguém fala que somos perversos fico preocupada, não por achar que estou sendo, sei que não sou. Mas me preocupa muito com o que consideram perverso, o que consideram exigência... Essas pessoas que nos consideram cruéis dariam uma oportunidade dessas para qualquer um?", questiona.

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