'Realizei um sonho tocando no Carnaval de Salvador', conta Wesley Safadão a colunista
O cantor Wesley Safadão está conseguindo, aos poucos, o sucesso nacional que todo cantor quer. No último domingo (26), o colunista Leo Dias divulgou uma entrevista com o forrozeiro em que ele fala sobre Salvador, o título de Safadão, o crescimento de seu cachê ao longo dos anos. "Eu tenho que agradecer a Deus. Ele vem me abençoando muito, de todas as formas. Eu já tinha cinco anos de trabalho e às vezes via um cara que começou ali, com três meses, fazendo muito mais sucesso e eu analisava o porquê daquilo. A minha história sempre foi muito degrau a degrau. A gente nunca conseguiu acelerar o processo. Tudo o que aconteceu é fruto de um trabalho dia a dia, fã a fã, show a show", contou. Safadão conta que agora quer conquistar os sulistas. "O nosso nome está bem plantado no Centro-Oeste, Sudeste… Falta ainda ir um pouco mais para o Sul. Meu sonho era puxar um bloco em Salvador e realizei este ano", destaca.
O cearense conta que percebeu que estava fazendo sucesso em Salvador, quando tocou no Arraiá do Pirraça, em 2014. "No ano passado, eu chegava na Bahia e, na maioria das vezes, algumas pessoas gostavam, outros olhavam com uma cara estranha, se perguntando: 'Quem é esse cabeludo em cima do palco?'. Em fevereiro do ano passado, fiz um show para três mil pessoas em um estacionamento de shopping. E ali eu senti que foi diferente. Em maio, fiz um show com Jorge & Mateus e eles estavam estourados. Eu pensei: 'Meu Deus. Fiz um show para três mil e foi bom, mas como será para 20 mil?'. Ali eu senti que as coisas mudaram". Ainda na entrevista, o cantor comenta a diferença de cachês de 2007, quando tudo começou, até os dias de hoje, em que chega a receber R$600 mil por show. "Às vezes fazia de graça. Já fizemos muito isso. Queria fazer um show em um evento e o contratante dizia que não tinha dinheiro. Então eu fazia de graça. Muitas das vezes a gente pagava para tocar, porque ainda tinha custo de deslocamento, músicos, mas o importante era estar participando, para ter uma vitrine boa. (...) Meu último show em Salvador tinha uma porcentagem lá que eu saí com R$ 480 mil. Eu tenho um show em Teresina que tem mais de R$ 1 milhão de bilheteria e 50% da festa é nossa. No próximo é Belém do Pará. Já temos R$ 1,2 milhão e ficamos com R$ 600 mil. No dia 30, temos o ‘Garota Vip’, em Fortaleza: a gente tem 14 mil ingressos vendidos. Arrecadamos R$ 1,4 milhão e ficamos com R$ 650 mil. A gente está fazendo muita coisa. Exemplo: o Leo Dias ligou pedindo nosso evento hoje, a gente pede R$ 250 mil", conta.

Perguntado sobre projetos na televisão, Wesley conta que apresentará um especial na Rede Globo. "O nome do programa é ‘São João do Nordeste’, vai ao ar em junho, se não me engano dia 21, depois do ‘Zorra Total’. Está homenageando Humberto Teixeira, um dos maiores compositores. Vou conversar com grandes artistas em cada estado", conta com humildade e fazendo questãode destacar que tudo é consequencia de sua dedicação e trabalho. Sobre o título de 'Safadão', ele conta que surgiu por conta do nome da banda e que nada tem a ver com sua personalidade. "As pessoas tinham preconceito: 'Será que o Faustão vai anunciar: vem aí o Garota Safada?', falavam. E o Faustão já chegou a anunciar. É estranho até o momento em que você conhece. As pessoas dizem Wesley Safadão, já veem um cara safado, sem vergonha. Mas graças a Deus eu sou um garoto muito tranquilo, focado e a safadeza é só ali em cima do palco, mas nada muito vulgar. Eu sempre me preocupei que meu som entrasse em todas as casas, das crianças até a terceira idade. (...) Tenho 26 anos, sou apaixonado pelo meu trabalho. Sou perfeccionista e gosto de focar nos objetivos. Gosto da minha família e de estar com os amigos. Meu hobby é jogar futebol. Tenho algumas paixões como meus filhos e minha mulher. Sou católico", conta fazendo um resumo de sua personalidade. Com o cabelo patrocinado por um salão de beleza de Fortaleza e um Ferrari que ganhou de um patrocinador, o cearense contou também sobre a promessa que o fez deixar o cabelo crescer. "Eu tinha 3 anos, me internei três vezes com pneumonia, corri perigo. Minha mãe fez uma promessa e fiquei bom. A promessa era deixar meu cabelo crescer. Na época, ninguém na família tinha cabelo grande. Minha mãe fez a promessa e quem pagou fui eu", finaliza.
