Manno Góes participa de evento da União de Compositores e comenta mudanças em lei
Por Rafael Albuquerque
O compositor e músico Manno Góes concedeu entrevista ao Bahia Notícias para falar sobre sua participação no evento que comemora os 15 anos da União Brasileira de Compositores (UBC) na Bahia. Realizado no hotel Sheraton, no Campo Grande, nesta segunda-feira (17), o encontro é organizado pela gerente regional da UBC, Márcia Bittencourt, e pelo produtor cultural Gino Larry.
(9).jpg)
Participam da discussão o presidente da UBC e compositor parceiro de Milton Nascimento em várias músicas, Fernando Brant; o diretor de comunicação e um dos principais letristas do Clube da Esquina, Ronaldo Bastos; o compositor, diretor administrativo e financeiro da UBC e executivo da Sony Music, Aloysio Reis; a cantora e diretora da UBC, Sandra de Sá; o diretor secretário-geral da , Geraldo Vianna; o gerente de operações, Fábio Geovane; o advogado autoralista, Sydney Sanches; e Manno, que é conselheiro fiscal da instituição e fala sobre o encontro: “A principal intenção é celebrar os 15 anos da UBC na Bahia, referendando sua importância, significância e força no estado. E também proporcionar aos nossos associados um encontro com diálogos, homenagens e interação. Muitas dúvidas poderão ser esclarecidas no evento, já que contaremos com presenças importantíssimas. Será uma confraternização com conteúdo, música e diálogo. Além disso, faremos uma homenagem especial ao grande Riachão, personagem queridíssima da nossa música”. Confira abaixo a entrevista:
Bahia Notícias: Com a mudança na Lei de Direitos Autorais, estava prevista a fiscalização da arrecadação feita pelo Ecad através de um órgão específico. Em que estágio se encontra isso?
Manno Góes: Esta e outras questões das mudanças da Lei serão esclarecidos no nosso evento. Esse ponto da criação de um órgão para fiscalizar o Ecad é uma das grandes polêmicas dessas mudanças. Eu mesmo sou totalmente contrário a isso. O Ecad é um órgão privado. Havia antes um órgão que fiscalizava as arrecadações de direitos autorais. Com a reformulação da lei, no governo Collor, esse órgão foi abolido. A proposta da nova lei é a reintegração desse órgão. Sou contra porque acho que governos mudam, intenções também. Os pontos complexos e polêmicos que envolvem leis autorais são fascinantes. Por isso a grande importância, a necessidade dos autores participarem dos eventos oferecidos. Trata-se do nosso patrimônio.
BN: Uma das mudanças foi a diminuição da taxa administrativa cobrada pelo Ecad, de 25%. A proposta de reduzir esse percentual para 15% está sendo viabilizada?
MG: Sim. E nós da UBC já tomamos a dianteira e reduzimos os percentuais de taxas administrativas. É a única que já está trabalhando com as novas taxas determinadas pela nova lei. E a intenção é reduzir ainda mais. A UBC é um patrimônio dos autores. Visa o compositor, unicamente. Daí ser a maior e mais bem organizada associação de arrecadação de direitos autorais.
BN: O que você acha do modelo de arrecadação e distribuição dos direitos autorais executado pelo Ecad?
MG: Acho muito bom. O Ecad foi criado pelas associações de arrecadação de direito autoral. Para unificar valores, dar coerência e convergência as regras de arrecadação. A lei é muito bem feita. Justiça seja feita, pelo Aluysio Nunes, que seria Vice de Aécio. Com a tecnologia se tornando cada vez mais utilizada, os controles e formas de arrecadação se modernizaram muito. Mas os autores têm que se ajudarem também. O autor deve procurar acompanhar as notícias, o site, ver seu perfil, avisar seus shows, regularizar seus cadastros. Quanto mais informações o compositor puder passar de sua obra pra UBC, mais fácil será acompanhar seu histórico autoral.
Bahia Notícias: Com a mudança na Lei de Direitos Autorais, estava prevista a fiscalização da arrecadação feita pelo Ecad através de um órgão específico. Em que estágio se encontra isso?
Manno Góes: Esta e outras questões das mudanças da Lei serão esclarecidos no nosso evento. Esse ponto da criação de um órgão para fiscalizar o Ecad é uma das grandes polêmicas dessas mudanças. Eu mesmo sou totalmente contrário a isso. O Ecad é um órgão privado. Havia antes um órgão que fiscalizava as arrecadações de direitos autorais. Com a reformulação da lei, no governo Collor, esse órgão foi abolido. A proposta da nova lei é a reintegração desse órgão. Sou contra porque acho que governos mudam, intenções também. Os pontos complexos e polêmicos que envolvem leis autorais são fascinantes. Por isso a grande importância, a necessidade dos autores participarem dos eventos oferecidos. Trata-se do nosso patrimônio.
BN: Uma das mudanças foi a diminuição da taxa administrativa cobrada pelo Ecad, de 25%. A proposta de reduzir esse percentual para 15% está sendo viabilizada?
MG: Sim. E nós da UBC já tomamos a dianteira e reduzimos os percentuais de taxas administrativas. É a única que já está trabalhando com as novas taxas determinadas pela nova lei. E a intenção é reduzir ainda mais. A UBC é um patrimônio dos autores. Visa o compositor, unicamente. Daí ser a maior e mais bem organizada associação de arrecadação de direitos autorais.
BN: O que você acha do modelo de arrecadação e distribuição dos direitos autorais executado pelo Ecad?
MG: Acho muito bom. O Ecad foi criado pelas associações de arrecadação de direito autoral. Para unificar valores, dar coerência e convergência as regras de arrecadação. A lei é muito bem feita. Justiça seja feita, pelo Aluysio Nunes, que seria Vice de Aécio. Com a tecnologia se tornando cada vez mais utilizada, os controles e formas de arrecadação se modernizaram muito. Mas os autores têm que se ajudarem também. O autor deve procurar acompanhar as notícias, o site, ver seu perfil, avisar seus shows, regularizar seus cadastros. Quanto mais informações o compositor puder passar de sua obra pra UBC, mais fácil será acompanhar seu histórico autoral.
