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Mãe de Claudia Leitte revoltada com crítica à filha

Por Josemar Arlego

Dona Ilna, mãe de Claudia Leitte, ficou revoltada com a coluna de Diogo Mainardi, que saiu na última semana na Veja (leia aqui). Por conta disso, ela resolveu se pronunciar e defender a filhota na comunidade do Babado Novo no Orkut:
"Li e me confesso chocada com a demonstração de preconceito com que nos brinda o sr. Diogo Mainardi em seu artigo da última semana na Veja onde, por ter seu passeio de bicicleta tumultuado na volta para casa, refastelado após deliciar-se num bom restaurante árabe, concentra toda sua intolerância numa massa de espectadores que foi à praia de Copacabana apenas se divertir e assistir ao show da cantora Claudia Leitte.
Não escrevo como mãe da cantora Claudia Leitte, mas como cidadã brasileira, nordestina com muito orgulho. Ao recorrer ao filósofo Isaiah Berlin, nascido na Letônia, e ao escritor austríaco Elias Canetti, para tentar denegrir uma classe para ele menor e, por isso, sem direito ao livre ir e vir num domingo de sol, ou sequer a assistir a um show de uma conterrânea, seja carioca seja baiana, revela este senhor uma inadmissível carga de preconceito.
Sou baiana e tenho pernas curtas. E daí? Não sei onde conceitos de beleza podem influir nas qualidades de um ser humano. Não leio Canetti nem sou discípula de Isaiah Berlin. Prefiro João Ubaldo Ribeiro e Jorge Amado, que refletem, como poucos, a realidade de nossa gente. Mas talvez devesse ler um pouco mais de Canetti e quem sabe descobrir, através dele, mais um símbolo que inspirou o nazismo ou nele se inspirou.
Um símbolo burguês, de origem portenha, encarapitado no intelectualismo para quem essa gente barulhenta, porca, feia e de pernas curtas devesse ser encaminhada a um campo de concentração ou ser entregue a um mega grupo de extermínio e parar de emporcalhar as calçadas por onde o sr. Mainardi e seus pimpolhos, com as barriguinhas cheias de homus e Kebab, devessem passar sem serem contaminados pela alegria dos menos afortunados.
Gente assim, carregada de preconceito e intolerância e com espaço cativo para pregar uma injusta divisão de classes sociais, onde a brisa amena das noites cariocas devesse ser privilégio apenas dos afortunados em passeio pelo calçadão mais famoso do mundo sim, pode se tornar um prenúncio dos desastres do nosso tempo" - desabafou Dona Ilna.

Foto: Reprodução  

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