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Le Monde: Daniela Mercury tem grande destaque em maior jornal francês

Daniela Mercury teve grande destaque no Le Monde, maior e mais importante jornal da França, desta quarta-feira (12). Aproveitando a passagem relâmpago de Daniela Mercury na capital Paris na última segunda-feira (10), quando a cantora baiana fez um show para promover a candidatura de São Paulo à Expo 2020, a publicação conta como ela virou Rainha Gay Brasileira, assumindo o relacionamento com a jornalista Malu Verçosa.  Ela explicou  aos franceses como ela passou de corista de Gilberto Gil, no início de sua carreira, à Rainha do Axé, aproveitando a notoriedade conquistada para defender avanços nos direitos civis, sem discriminações.

"Daniela Mercury animou a Parada Gay em São Paulo à frente de 22 músicos no alto de um trio elétrico, seguida por três milhões de pessoas", escreve o jornal. "Essa mulher branca nascida em Salvador, filha de mãe descendente de italianos e de pai de origem portuguesa é cheia de energia. Ao longo dos 20 milhões de álbuns vendidos em sua carreira, ela sempre representou a energia negra de Salvador, contribuindo para que os negros pudessem entrar pela porta da frente, como costumava defender Gilberto Gil."

No artigo, Daniela Mercury insiste no fato de que sempre foi uma 'militante social'. "Eu sempre militei. Em minha fundação Sol da Liberdade, na Fundação Ayrton Senna e na Unicef. Defendi o uso de preservativos, contrariando o Vaticano, o que me valeu ser excluída de um show de Natal. Lutei pelos direitos das mulheres, contra a exploração sexual de crianças e, apaixonada por Malu, eu não podia me esconder, ficar à margem da sociedade", explica . No mesmo momento em que milhares de franceses anticasamento gay se manifestavam nas cidades francesas, Daniela e Malu compravam alianças em Paris, faziam juras de amor nas igrejas Madeleine e Sacré-Coeur, revelando a todo o Brasil, com a foto do beijo publicada nas redes sociais, que estavam casadas, diz o Le Monde.

O jornal diz que a cantora contribuiu para que o debate sobre o casamento gay no Brasil acontecesse num clima de maior lucidez,, no momento em que a Câmara elegia Marco Feliciano, o pastor homófobo e racista, à presidência da Comissão de Direitos Humanos e de Minorias do Congresso.

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