Crítico da Folha de SP elogia Daniela Mercury: 'Ela é a cara da diversidade brasileira'
O conceituado crítico Gilberto Dimenstein elogiou a contratação de Daniela Mercury para abrir a Virada Cultural de São Paulo. Em matéria publicada nesta quinta-feira (2) em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, ele comenta que Daniela Mercury é a cara da diversidade brasileira ao assumir publicamente sua relação gay.
"Merece elogios a decisão da Prefeitura de São Paulo de convidar Daniela Mercury para abrir a Virada Cultural no palco da Júlio Prestes (veja a programação aqui). Merece elogios porque acertou no simbólico --ainda mais quando vemos o deputado Marco Feliciano virar uma estrela na política brasileira. Ele acaba de estimular a tramitação de projeto que considera o homossexualismo uma doença-- a chamada "cura gay". A Virada Cultural é a síntese de São Paulo por mostrar a diversidade da cidade --e, neste momento, Daniela é a cara da diversidade brasileira, ao assumir publicamente sua relação homossexual. O local em que ela vai cantar --a cracolândia-- é símbolo do que pior somos enquanto comunidade, mas do melhor que podemos ser se a população ocupar a rua com cultura.O futuro de São Paulo, uma cidade cercada pelo medo, está em fazer das suas ruas o espaço do encontro da diversidade e criatividade.Fora disso, vamos continuar sendo uma comunidade de seres separados por muros".
"Merece elogios a decisão da Prefeitura de São Paulo de convidar Daniela Mercury para abrir a Virada Cultural no palco da Júlio Prestes (veja a programação aqui). Merece elogios porque acertou no simbólico --ainda mais quando vemos o deputado Marco Feliciano virar uma estrela na política brasileira. Ele acaba de estimular a tramitação de projeto que considera o homossexualismo uma doença-- a chamada "cura gay". A Virada Cultural é a síntese de São Paulo por mostrar a diversidade da cidade --e, neste momento, Daniela é a cara da diversidade brasileira, ao assumir publicamente sua relação homossexual. O local em que ela vai cantar --a cracolândia-- é símbolo do que pior somos enquanto comunidade, mas do melhor que podemos ser se a população ocupar a rua com cultura.O futuro de São Paulo, uma cidade cercada pelo medo, está em fazer das suas ruas o espaço do encontro da diversidade e criatividade.Fora disso, vamos continuar sendo uma comunidade de seres separados por muros".
