Gilberto Gil diz que apoia Caetano em processo contra Odebrechet
Por Josemar Arlego
Um dos principais artistas e agitadores do Tropicalismo, Gilberto Gil declarou apoio a Caetano Veloso na briga judicial contra a construtora baiana Odebrecht, que decidiu "homenagear" a Tropicália no batismo de um condomínio de luxo no litoral de Salvador, próximo ao Parque de Pituaçu. A Odebrecht é acusada de fazer "uso comercial" do ideário do movimento cultural irrompido nos anos 60, associando-o, na leitura de Caetano, "à explosão imobiliária que muda o perfil da orla atlântica e que atinge áreas verdes da capital baiana".
"Caetano tem toda razão. Há essa volúpia da apropriação, da agregação de valor indiscriminada, utilizando tudo que possa estar à mão, sem nenhum critério de respeito", criticou Gilberto Gil, que contou sobre uma conversa com o amigo: "Quando nós conversamos a respeito dessas coisas todas, eu disse a ele: 'Estou à disposição. Se você for fazer um movimento mais contundente, no sentido de judicializar a questão, qualquer coisa desse tipo, estou com você'" disse, em entrevista ao Terra Magazine.
Em sua coluna no jornal "O Globo", Caetano afirmou que, em respeito à memória de Nara Leão, tentará dissuadir a Odebrecht de cravar o nome "Tropicália" no conjunto de oito prédios luxuosos. "Um condomínio fechado, como parte do modo desregulado como vem se dando o crescimento da Cidade do Salvador, não condiz com nosso trabalho: nem o meu, nem o de Tom Zé, nem o de Gil, nem o de Rita, nem o dos irmãos Baptista, nem o de Duprat - nem o de Nara", sustentou o tropicalista, que também denunciou o risco de os espigões projetarem sombra na areia: "Salvador, que teria tudo para ser uma joia, deve ao menos poder manter suas praias ao sol."
"Caetano tem toda razão. Há essa volúpia da apropriação, da agregação de valor indiscriminada, utilizando tudo que possa estar à mão, sem nenhum critério de respeito", criticou Gilberto Gil, que contou sobre uma conversa com o amigo: "Quando nós conversamos a respeito dessas coisas todas, eu disse a ele: 'Estou à disposição. Se você for fazer um movimento mais contundente, no sentido de judicializar a questão, qualquer coisa desse tipo, estou com você'" disse, em entrevista ao Terra Magazine.
Em sua coluna no jornal "O Globo", Caetano afirmou que, em respeito à memória de Nara Leão, tentará dissuadir a Odebrecht de cravar o nome "Tropicália" no conjunto de oito prédios luxuosos. "Um condomínio fechado, como parte do modo desregulado como vem se dando o crescimento da Cidade do Salvador, não condiz com nosso trabalho: nem o meu, nem o de Tom Zé, nem o de Gil, nem o de Rita, nem o dos irmãos Baptista, nem o de Duprat - nem o de Nara", sustentou o tropicalista, que também denunciou o risco de os espigões projetarem sombra na areia: "Salvador, que teria tudo para ser uma joia, deve ao menos poder manter suas praias ao sol."
