Ricardo Chaves critica a 'falta de foco' do Carnaval de Salvador
Fevereiro. O mês mais quente e fervoroso do ano. A capital baiana respira festa e todo mundo só pensa em uma coisa: o carnaval. Afinal de contas, estamos falando da maior festa popular do mundo! Mas nem tudo são flores nessa festa que cada vez se sofistica mais. É muito trabalho, muita alegria, muito beijo na boca, mas é preciso parar um pouco e repensar a dinâmica da folia. Pelo menos, para o cantor e compositor Ricardo Chaves. Um dos maiores puxadores de trio, que está há 30 anos participando do carnaval, volta a dar a cara a bater. "As músicas estão perdendo o foco, porque os artistas pensam 'eu vou cantar para aquele cara ali, porque é quem me dá dinheiro'. Mas, gente, só compra abadá, se existir pipoca. Sem pipoca, para quê abadá? Uma coisa depende da outra. Todo mundo tem que estar ligado nisso para que a festa volte a ser festa popular. Senão, fecha e faz um carnaval indoor", dispara. Nesta entrevista, o cantor também fala do “assassinato aos artistas”, da falta de oxigenação no axé e também elogia o pagode! É tempo de festa, mas também de refletir. Que tal começar?
