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Crise que nada. O axé vai muito bem, obrigado!

Por Rafael Albuquerque

Muito se falou e se fala em crise no axé music, mas o fato é que os artistas que vivem desse ritmo estão vivendo cada vez melhor, isto é, estão ganhando cada vez mais dinheiro e notoriedade. É óbvio que nem todos ganham fortunas ou aparecem em grandes redes de TV todos os dias, porém, a maioria faz muitos shows por mês, o que lhes garante uma boa grana.
Está certo que quando se fala em crise não se fala só em fama e dinheiro; podemos falar numa crise de valores e de perca de qualidade. Bem, quanto aos valores, nossos cantores de axé music dão um show em cima da maioria dos artistas dos outros estados. Os cantores de axé - como são denominados - estão sempre abertos a outras experiências musicais, a duetos antes inimagináveis e a verdadeiras uniões artísticas sem nenhum tipo de preconceito. Um exemplo notório disso são as parcerias de artistas baianos firmadas com outros artistas, inclusive internacionais. Até mesmo entre os próprios artistas baianos há uma união que não se vê em nenhum outro lugar.
Só pra citar, entre os artistas com quem Ivete Sangalo já fez dueto estão: Jorge Ben Jor, Jorge Aragão, Alejandro Sanz, Caetano Veloso, Rosa Passos, Roberto Carlos, etc. Isso quer dizer que o axé music não passa por uma crise, porque é impensável que artistas renomados como os citados acima gravem com cantores que representam um ritmo em crise e decadente. Muito pelo contrário, gravar com alguns artistas baianos é sinal de lucro certo. Até mesmo o mercado publicitário está “caçando” cantores de axé para estrelar seus comerciais.
Conclui-se que o que há, na verdade, é uma crise no mercado fonográfico mundial, mas que não atinge em cheio os artistas do axé music, porque estes, em geral, vivem da renda dos shows, que são muitos.

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