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Pitty diz que Brasil é atrasado em questões sexuais

Por Josemar ARlego

Pitty em maio um novo DVD ao vivo, A Trupe Delirante no Circo Voador, gravado em dezembro de 2010. "Queria um nome bem lisérgico, algo que remetesse aos filmes As Sete Faces do Dr. Lao e ao O Mundo Imaginário do Dr. Parnassus. Juntei com o fato de o show ser no Circo e a catarse que queria causar no público, acho que deu certo" contou a cantora ao Virgula.

Questionada sobre a música Comum de Dois, que fala sobre um homem que resolve se vestir de mulher, a roqueira baiana falou: “Seria uma grande pretensão tentar definir um ser humano em uma letra de música. Eu criei um personagem que não sabe se é bissexual, homo ou heterossexual. Justamente para poder falar sobre as diversas possibilidades. As pessoas são muito taxativas, não se pode ser nada além do que já está predeterminado. Não é assim, há muitas outras possibilidades que ainda nem se descobriu, nós não temos que fechar os olhos para todas elas, temos que nos permitir viver essas possibilidades”.

Pitty diz ainda que vibrou com a decisão do STF de reconhecer a união estável homoafetiva. “Eu achei incrível! Isso é um passo, é um avanço em um país tão arcaico e atrasado para algumas questões como é o Brasil. Hoje mesmo eu li no jornal que o MEC teve que recolher as cartilhas explicando sobre as diversas orientações sexuais porque a bancada religiosa se opõe. Me sinto no século passado. Política não tem que ter vínculo com religião, somos um país laico, não há o menor sentindo envolver religião em uma discussão como essa”.
 

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