Câmara deve inocentar deputado que discriminou Preta Gil
Por Josemar Arlego

A Corregedoria da Câmara deve inocentar o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação por quebra de decoro parlamentar. É o que informa a coluna da jornalista Mônica Bergamo da Folha de S.Paulo. Bolsonaro foi acusado de racismo ao responder uma pergunta feita pela cantora Preta Gil no quadro “O Povo Quer Saber”, do programa CQC, transmitido pela Band. No último dia 28, a cantora fez uma pergunta, previamente gravada, sobre qual seria a reação dele se seu filho se apaixonasse por uma negra.
O parlamentar, que tem um extenso histórico de polêmicas relacionado a direitos civis e humanos, respondeu: “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco e meus filhos foram muito bem educados. E não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”.
O documento de defesa entregue à Corregedoria tem 13 páginas e afirma que o parlamentar entendeu errado a pergunta, confundindo a palavra negra com gay, e que o programa teve 43 dias para questioná-lo novamente sobre o assunto, antes de levar a cena ao ar.
“No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer”, disse o deputado na semana passada. Durante a entrega da defesa, o deputado ainda se disse perseguido pelo “fascismo das minorias”.
