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Ex-cantor do Tchan pode ter matado em legítima defesa

Por Josemar Arlego





Klebinho, ex-vocalista do grupo É o Tchan, está sendo acusado de matar um policial militar na madrugada do último domingo (4), em Salvador, com um tiro no peito. O delegado Roberto César, do 16º Distrito Policial, de Pituba, que investiga o caso, informou que tudo indica que Kléber agiu em legítima defesa. Segundo testemunhas, eles estavam em uma boate de strip-tease no bairro de Pituba, em Salvador. O sargento Gepson Araújo Franco teria se embriagado e brigado com um dos clientes da casa. Em seguida, discutiu com o vocalista e teria o ameaçado de morte. Segundo os relatos, eles teriam chegado a travar uma luta corporal. No embate, um disparo acidental atingiu o policial. Ele morreu no local, antes mesmo da chegada de socorro. A confusão com o artista teria começado depois que um amigo do policial teria mexido com uma garota que estava na companhia do vocalista.

Kléber prestou depoimento à polícia e confirmou que teria feito o disparo acidentalmente e que, em todo o tempo, agiu em legítima defesa. O delegado Roberto César Nunes, titular do 16º Distrito Policial, sete testemunhas foram ouvidas e todas elas defenderam que o artista agiu para se defender. Serão feitos exames radiográficos nas mãos da vítima e do cantor. O laudo deve ficar pronto dentro de 15 dias. Se ficar comprovada que ele agiu em legítima defesa, exime a culpa do cantor e, assim, ele não poderá ser punido. Depois de concluir o inquérito, Nunes vai encaminhá-lo à promotoria e esta decidirá se vai manter ou mudar a conclusão que a investigação do caso teve. Ainda de acordo com as apurações iniciais, o policial morto tem histórico de ser violento quando bebia. Kléber atuou no grupo É o Tchan! até o carnaval deste ano. Em 2000, participou de quatro shows no grupo Parangolé, que ficou conhecido neste ano pela música Rebolation. No entanto, ele não foi contratado.

 

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