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Claudia Leitte fala sobre preconceito ao axé e canta novos estilos

Por Josemar Arlego




Em seu recém-laçado CD, “As Máscaras”, Claudia Leitte consegue envolver o axé no mundo da música pop, passando pelo reggae e pelo ritmo angolano kuduro. “Acho que sou uma 'reggaeira'", diz a cantora, em entrevista para a Rolling Stone,  sobre faixas como "Flores da Favela", "Trilhos Fortes", "Paixão" e "Dum Dum".

"Tenho descoberto isso mais e mais. Essa [mistura de estilos] é a fusão da minha identidade, se é que eu tenho uma. Acho que é preconceito puro. As pessoas não acham que o axé é uma música como o indie, o rock. Mas, para mim, é - me provoca sensações e emoções especiais".  Ela admite que, em alguns casos, pediu para que a banda que a acompanha ao vivo acelerasse o andamento de algumas das composições novas durante os shows. "No estúdio tem um clima mais frio", justifica. "Ao vivo, preciso sentir aquela ambiência." Não que o álbum inteiro seja dominado por músicas mais lentas.

Até  o final do ano, será lançado um DVD com clipes das músicas novas junto com um documentário sobre sua vida, que incluirá várias cenas do dia-a-dia familiar. Assim como para um futuro próximo, afirmou seu desejo de fazer um show gravado, e gratuito, em Salvador, ainda sem data prevista. "Penso em fazer uma coisa bem grandona. Tenho que me dar isso."

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