Folha diz que axé perde força na Bahia, mas cresce no mundo
Por Josemar Arlego
Uma matéria publicada na Folha Online diz que o axé music faz 25 anos, cresce no Brasil e no exterior, mas perde espaço na Bahia. "O gênero cresceu para além de Salvador, se espalhando pelo Brasil e para fora dele. Mas, em um movimento inverso, perdeu espaço dentro da Bahia para outros gêneros" diz o artigo.
"A axé music era avassaladoramente a mais executada, a mais ouvida, a mais pedida. Ela perdeu espaço nas ruas", defende Milton Moura, professor de história da Universidade Federal da Bahia e estudioso do gênero. Moura cita o crescimento de gêneros como o arrocha, um "bolerão popular"; o pagode baiano, "um desdobramento do samba de roda, que se modernizou a partir dos anos 90"; e o forró eletrônico como responsáveis pelo decréscimo. e não declínio, do axé dentro da Bahia.
Para o crítico musical Hagamenon Brito, que cunhou o termo "axé music", esta geração de cantores é "envelhecida", citando o Asa de Águia, que como o Chiclete com Banana, começou nos anos 80. "Os ídolos de hoje são os mesmos dos anos 90", diz Moura. Hagamenon completa: "Para o tamanho da indústria, a renovação é pequena. Surgem novos nomes, que não viram estrelas".
