Claudia Leitte relembra momentos de pobreza na infância
Por Josemar Arlego

Em entrevista para a revista Quem, Claudia Leitte relembrou momentos que passou por certo constrangimento por causa de sua pobreza na infância: "A galera da escola sabia que eu não tinha condições. E aquilo acabava se espalhando, sabe? Tipo, 'a mensalidade de Claudinha está atrasada'. Atrasou, sim, mas pagou tudo! Outra vez, pediram para eu desenhar minha casa, só que minha casa era bem pobrinha. Vi gente desenhando mansão... aí, por medo de ser excluída, fiz um desenho com um toboágua saindo da janela, que caía numa piscina. Mandaram chamar minha mãe, perguntaram o que estava acontecendo. Minha mãe, então, me perguntou sobre o desenho e eu disse: 'Minha mãe, como é que eu ia desenhar minha casinha na Saúde, com buraco na parede, cheia de goteira?” - falou, chorando, a cantora, complementando: "Eu já fui convidada a procurar outra instituição para ver se eu me adaptava em outro lugar. Eu era muito inquieta, sabe? Eu era a Madonna na escola! Eu fazia show em cima da mesa, meu apelido era Madonninha. Era uma peste!"
Ela também relembra a época de vacas magras no Babado Novo: "No início do Babado Novo, eu não tinha figurino e cantava em showmício com um maiô preto das minhas aulas de natação. Então, eu tinha que customizar, sabe? Improvisar, usar uma saia jeans com uns colares baratinhos pendurados nela. Hoje em dia vejo as fotos e fico chocada. Mas eu era besta, quando ia fazer TV, por exemplo, eu já ia pronta. Eu fazia tudo sozinha, tinha vergonha. Mas também aprendi bem, olha (diz, apontando o rosto). Até hoje eu faço escova, faço minhas maquiagens. Até as de shows. Colo cílios dentro da van, com tudo trepidando, colo o (cristal) Swarowski. Antes era purpurina, hoje é Swarovski!" complementou.
