Pitty fala pela primeira vez sobre o aborto que sofreu
Por Josemar Arlego

A baiana Pitty, um dos destaques da cena do rock atualmente no Brasil, fez várias revelações em entrevista à TPM de novembro, entre elas de que não usa drogas, e que esta é a sua postura desde a adolescência. "A galera fumava, eu não tinha vontade. Achava ridículo. Se todo mundo fumava, queria ser do contra", explica.
Namorada do baterista do NX Zero Daniel Weksler (foto), oito anos mais novo, ela falou também do sofrimento após o aborto espontâneo que sofreu em 2007. "Foi um susto engravidar e um susto perder o bebê. E ele, pirralho de tudo, foi muito homem. Ele me dizia: 'A gente se ama, vamos nessa, vai dar tudo certo.' E aí não rolou."
Apesar de não ser planejada, Pitty mudou todos seus hábitos por conta da gravidez. "Eu queria escrever grávida, aproveitar aquela sensibilidade. Parei de fumar, não conseguia beber nada, fiquei com tesão por fruta. Estava tranquila, superanimada, fazendo hidroginástica." Ela começou a sentir a cólica durante um show. "Quando cheguei em São Paulo vi que estava muito forte e pedi um ultrassom. Quando cheguei lá a moça falou: 'Não tem mais batimento'. Demorei para entender, não queria aceitar. Queria encontrar motivos. Foi a pior noite da minha vida. Passei um tempo péssima porque, além de mim, tinham as pessoas querendo saber. Um momento tão íntimo e ainda tinha que pensar em nota à imprensa." Trauma superado, a cantora agora quer engravidar novamente. "Uma hora vai rolar, eu e o Daniel estamos superbem, mas sem pressa."
