Wagner Moura expulsa fotógrafo de peça e gera polêmica
Por Josemar Arlego

Neste final de semana, Wagner Moura pediu que um fotógrafo do Jornal do Comércio se retirasse de um teatro em Recife (PE), onde apresentava a peça "Hamlet". A confusão comecou quando os produtores contrataram uma assessoria local e ela esqueceu de avisar com antecedência que era proibido usar máquinas fotográficas durante a cobertura do espetáculo. O fotógrafo disse que foi pego de surpresa e que não sabia da nova determinação.
"A assessoria local seguiu a conduta ditada pela produção local em autorizar a cobertura completa, inclusive com fotos. No momento em que a produção nacional vetou o uso de máquinas fotográficas, a assessoria de imprensa acionou todos os veículos para avisar da mudança de planos, inclusive pegando o produtor local de surpresa e, conseguentemente, sua assessoria. A produção nacional de Hamlet argumenta ainda que avisa a todos do veto das fotos, antes mesmo do espetáculo. No sábado (27) foi pela voz do próprio Wagner Moura, que pediu encarecidamente para não haver qualquer tipo de fotografia. Apesar de desconsiderar as regras do espetáculo, na hora que foi informado, o fotógrafo foi altamente grosso com o produtor Sérgio Martins e continuou fotografando como se não tivesse sido pedido para parar. Além disso, a produção também alega que o fotógrafo ficou de um lado para o outro na frente do palco, desconcentrando também a platéia"- informa em nota a assessoria.
O fotógrafo Bernardos Soares respondeu às críticas: "O fotógrafo Bernardo Soares realmente lamenta a falha de comunicação entre a produção local e a produção nacional e entre estas duas para com a empresa de comunicação a qual presta serviços há vários anos. Lamenta também o fato de ter sido obrigado a adotar uma postura enérgica para preservar a sua integridade física, haja vista que o produtor Sérgio Martins usou da força física para, segurando a alça do colete do fotógrafo, arrastá-lo teatro afora, sem sequer identificar-se ou explicar qualquer coisa à respeito da proibição do registro das imagens. Por uma falta de comunicação entre os envolvidos na produção da peça o profissional foi submetido a uma situação vexatória e à beira da agressão física, tendo em vista a falta de controle do produtor carioca que por várias vezes tentou o contato físico direto com o fotógrafo, mesmo após identificada a empresa a qual estava representando, chegando inclusive a pedir que a segurança do teatro confiscassem seu material de trabalho, fato testemunhado por dezenas de pessoas que se encontravam do lado de fora do teatro".
