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Marca Bahia Notícias Holofote

Entrevista

Manno conta o que realmente pôs fim ao Jammil e comenta apoio de Ivete a Tuca

Por Driele Veiga

Depois de Tuca Fernandes anunciar sua saída do Jammil, através da imprensa, Manno Góes resolveu falar e concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira (19). Para o Bahia Notícias, ele concedeu uma entrevista exclusiva que vai deixar você a par do que realmente pôs fim ao grupo. O baixista aproveita para comentar a postagem solidária de Ivete Sangalo no Twitter de Tuca. Confira!




"Essa mudança não queríamos. Mas, já que aconteceu, que traga bons frutos para mim e para ele"



Coluna Holofote: Depois de 14 anos, o Jammil se desfez. O que culminou na separação?
Manno Góes:
O Jammil não se desfez. Ele continua com outros planejamentos. Fomos comunicados da saída de Tuca e tivemos que nos organizar para reestruturar a banda.



CH: Você brigou com Tuca?
MG:
Não. Eu e Tuca nunca fomos grandes amigos. Mas, não éramos inimigos. Nós sempre tivemos postura responsável e profissional. Sempre tivemos afinidades profissionais. Nada, além disso.



CH: Ele disse que pensa muito diferente de você. Qual foi a divergência que gerou o fim do grupo?
MG:
Não teve um estopim. Existe uma convivência de muitos anos. Não havia convergência afetiva. Percebemos a intenção dele de sair da banda. Mas, ficamos sabendo pela imprensa. Fui pego de surpresa.



CH: Todos foram com Tuca, ou pelo menos, quase todos, dando a impressão de que você seria o errado na história. O que tem a dizer em sua defesa?
MG:
Não existe certo e errado. Não acredito nisso. Existem várias nuances nesses anos de convívio. Quando recebemos a notícia de que ele sairia do Jammil, a mesma postura que tivemos com a imprensa tínhamos para a banda, ou seja, não tínhamos muito a dizer. O fato de estarem indo com Tuca não significa que estão contrários a mim ou vice-versa. As pessoas têm família e têm responsabilidades a cumprir. Era direito deles a escolha. Procuramos fazer as coisas sem brigas e de forma transparente.



CH: Você disse que ficou sabendo da saída do Tuca pela imprensa e que vocês nunca foram grandes amigos. É possível numa banda de sucesso como vocês foram não se ter uma grande amizade entre os integrantes?
MG:
Tínhamos afinidades profissionais. Mas, como disse, não tínhamos desavenças. Era questão de afinidade, desgaste, calor. Fui informado da saída dele pela imprensa, e diante desse comunicado dele, a gente se posicionou. Eu até ia passar a marca do Jammil para ele. Mas, ele já tinha tomado a decisão de seguir carreira solo e acho natural e justo. Chegou o momento dele.



CH: Tuca afirmou que cumprirá o contrato. E você, continuará participando dos shows até lá?
MG: 
Desde o comunicado de Tuca que eu me afastei para poder reformular a banda. Ver novo cantor e outros aspectos que fazem parte do Jammil como patrocínio e parceiros. Tive que ir para o Rio para justificar a saída dele para gravadoras e patrocinadores. O bom senso me fez me afastar e organizar toda a história da banda.



CH: Você disse que não faria show até junho. Por que isso? Seus fãs não merecem ter um show completo?
MG:
A questão não é se merecem ou não.Temos que reorganizar. Está, inclusive, no pré-contrato que só poderemos nos apresentar com nova formação no segundo semestre. Os fãs que compartilham do Jammil não são fãs apenas por minhas músicas ou pela canção de Tuca e vão compreender os novos caminhos que eu, ele e a banda estamos tomando.



CH: E agora, com o fim deste "casamento", quem é Manno sem a antiga formação do Jammil?
MG:
Eu sempre fui um elemento criativo dentro do Jammil. E a banda e o sucesso do Tuca é formado por muitos fatores que construíram essa história. E eu sou um desses fatores. 95% do repertório de sucesso do Jammil fui eu quem escrevi e dentro disso continuarei compondo. O novo cantor que espero anunciar, brevemente, e torço para ser Levi (ex-Via Circular), vai contribuir para a identidade nova do Jammil. Será um novo conceito perante o público. Essa história da antiga formação será página virada em breve. Essa mudança não queríamos. Mas, já que aconteceu, que traga bons frutos para mim e para ele. Não seremos a última banda a ter um cantor seguindo carreira solo.



CH: E os fãs, se mostraram solidários a você ou também foram a favor do Tuca?
MG:
Não sei. Não estou acompanhando.



CH: O que você acha do Tuca?
MG:
Eu tenho gratidão pela história do Jammil porque tive esse encontro com o Tuca. Somos artistas que conquistamos coisas juntos. Estamos desde a época do bate cordas batalhando. O que prevalece em mim é a questão das boas lembranças que ficam. Quanto à forma dele ter anunciado na imprensa, eu não me surpreendo porque quando as pessoas não se comunicam, não há o que se surpreender. Talvez tenha surpreendido Paulo Borges, que é sócio da Carreira Solo, e que cuida da carreira do Jammil.



CH: Ivete Sangalo demonstrou apoio a Tuca no Twitter. Mas, não redirecionou nenhuma mensagem na rede social para você. Você está se sentindo excluído ou o vilão da história com isso?
MG:
Não acredito nisso. Ivete é uma pessoa querida, que deseja bem a todo mundo. Da mesma forma que manifestou carinho por Tuca, manifestará pelo Jammil. Desejo que tudo se resolva com elegância e que não tenha característica de mocinho e vilão. A vida não é tão simples assim.



CH: Você acha que essa banda dele vai decolar? Afinal, você sempre foi o coração da banda com suas composições...
MG:
Vou contar uma história para ilustrar essa pergunta.  Existiam duas lojas iguais, na mesma rua, com a mesma vitrine e os mesmos preços. Porém, uma vendia mais que a outra. E o dono da loja que vendia menos perguntou para o proprietário da que vendia mais: "por que você vende mais do que eu?" A resposta foi simples: "é que eu só olho para a minha loja". Eu sou assim. Eu me preocupo comigo. Ele merece ter boa sorte, assim como o Jammil. Cada um respeitando a história que construiu juntos.



CH: O que você tem a dizer para os fãs do Jammil?
MG:
Que tenham paciência e respeitem o novo rumo que eu, Tuca e o Jammil estão tomando.



CH: Para você o fim da formação do grupo foi um alívio ou sofrimento?
MG:
Nem alívio, nem sofrimento. Não houve um parto que cause dor ou alívio. Foi uma decisão tomada e, a partir disso, o que resta é seguir em frente.



CH: A marca Jammil e  Uma Noites continuou com você. Quais os planos para ela agora depois de Tuca deixar a banda?
MG:
Como disse, estou reestruturando a banda. Tenho várias composições, afinal iríamos gravar um DVD agora. Esse DVD, certamente será gravado pela nova formação da banda. O Levi é uma torcida minha, mas, existem questões contratuais. Ainda não sei se a banda será trio, quarteto ou dueto. Está cedo ainda.



CH:  Você permanecerá compondo para o Jammil?
MG:
Com certeza. A banda continuará a todo vapor. Se o Levi vier, será ótimo. Ele é um artista completo, cheio de idéias e será uma ótima contribuição no quesito composição.



CH: O Jammil continuará no segmento axé?
MG:
Certamente. Adoro fazer parte da música baiana.



CH: Você já tem novas canções para a nova formação da banda?
MG:
Eu venho compondo há muito tempo. Temos um DVD para ser gravado.



CH: Quem será o outro integrante da banda que não o cantor?
MG:
Não sabemos ainda.



CH: E sua carreira paralela? Como ficará?
MG:
Fiz essa carreira com alegria e me trouxe só alegrias. Fiz esse disco para passear em outros ares. Emplaquei uma música na novela, enfim. Minha carreira paralela é como diz o nome, paralela e me deixa feliz. Por isso, continuará.



CH: Quando será o primeiro show do Jammil sem o comando de Tuca?
MG:
Só podemos apresentar a nova formação do grupo no segundo semestre. Não tem data definida ainda.



Por Driele Veiga

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