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Blog do Marrom: Pai Pote, o Filho de Ogum

Por Osmar Marrom

Foto: Divulgação

Dirigido pela cineasta baiana Laís Lima,  com produção executiva de Nathalia Ribeiro, o documentário Pai Pote, o Filho de Ogum inicia sua trajetória no circuito de festivais com reconhecimento. Em sua primeira participação em festivais, o filme foi selecionado para a 9ª Mostra SESC de Cinema, entre mais de 1.900 obras inscritas na edição. Como parte da premiação, o documentário recebeu licenciamento de um ano para exibição nas unidades do SESC em todo o território nacional.

 

O longa-metragem documental acompanha a trajetória de José Raimundo Lima Chaves, conhecido como Pai Pote, Babalorixá, liderança religiosa e uma das principais referências do Bembé do Mercado, manifestação de matriz africana realizada anualmente em Santo Amaro, no Recôncavo da Bahia.

 

A partir do acompanhamento de três importantes acontecimentos que integram a agenda anual de Pai Pote, o documentário constrói um retrato de sua atuação religiosa, cultural e comunitária. Entre os eventos registrados estão a Lavagem da Purificação, realizada no final de janeiro, durante os festejos em homenagem a Nossa Senhora da Purificação, quando Pai Pote conduz o cortejo das baianas pelas ruas de Santo Amaro; o Bembé do Mercado, celebrado anualmente em maio, em torno do dia 13, data associada à sua origem; e a Lavagem de La Madeleine, realizada em Paris, na França.

 

Na celebração francesa, Pai Pote participa desde a primeira edição, realizada em 2001, como uma das principais lideranças religiosas do evento. O registro estabelece uma conexão entre Santo Amaro e Paris e evidencia a circulação de práticas, saberes e tradições de matriz africana para além do território brasileiro.