Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Marca Bahia Notícias Holofote
Você está em:
/

Coluna

Tag Nerd: Crítica do filme Escola do Bem e do Mal

Por Amanda Carolina

Imagem: Divulgação/Netflix

Querido diretor, gostaria de dizer que estou esperando a minha carta para ser aceita na Escola do Bem e do Mal, acho que por engano você esqueceu de mandar para mim. Ou um dos seus mensageiros de perdeu no caminho, e esqueceu de vir me buscar na minha humilde residência.

 

Continuo esperando, no aguardo, enquanto estou vendo esse filme de alta produção, me perguntando quando será a minha vez.

 

Quando eu vi o livro A Escola do Bem e do Mal, a primeira coisa que eu pensei foi que capa feia ( não me julgue),  não peguei para ler porque não criei tantas expectativas, e pelo visto me enganei. 

 

Dizem que a maioria das adaptações literárias, não conseguem entregar o livro, ou realmente mostrar tudo que ele realmente é. Neste caso, não posso opinar pelo livro, porém, posso dizer que o filme me deixou instigada o suficiente para me fazer querer gastar meu dinheirinho e comprar o box de livros (não tenho dinheiro).

 

A forma como a história do Bem e do Mal é abordada no filme,  a construção de cenário, dos personagens tão quanto Agatha (Sofia Wylie) e Sophie ( Sophia Anne Caruso), é muito bem feita. Gente e esse elenco de peso? Gritos internos e externos porque colocar Charlize Theron,Kit Young, Laurence Fishburne foi tudo pra mim.

 

O CGI e os efeitos práticos conseguiram me conquistar, e a maquiagem? O figurino? Nem se fala. Me coloca em um vestido de princesa daquele pra ver se não viro uma.

São pouquíssimas produções da plataforma da Netflix que conseguem entregar algo bem feito. A forma como foi produzida me cativou, desde o momento em que anunciaram o trailer.

 

A trilha sonora teve uma quebra total do contexto, e da época em que o filme passava, era como se tivesse quebrado uma terceira, e quarta dimensão para inseri-las no contexto. O elemento acabou se mostrando moderno, e interessante em alguns momentos.

 

A fotografia, as cores e a atuação também não decepcionaram. Eu não sou uma especialista em filmes,muito menos sei como editar um, mas como consumidora do conteúdo fiquei encantada.

 

Estou tentando não contar spoilers, mas fica difícil não citar todas as referências que a produção trouxe nos personagens. Desde os estereótipos das narrativas dos contos de fadas, aos sonhos, medos e como eles foram sendo desconstruídos ao longo da trama.

 

Afinal nem todo mal é ruim, e nem todo bem é realmente bom. Somos todos um pouco dos dois.

 

Duas horas de filme que se passam rápido, e não enrolam, algumas quebras de tempo ficaram perdidas, e você não sabe quantos dias ou semanas se passaram, exceto pela mudança de figurino e a trilha sonora da Billie Elish - essa parte podia melhorar.

 

O plot twist estava na minha cara e eu não vi, e durante boa parte do filme os personagens diziam " o mal pode muito bem ser bonito e delicado por fora", me pegou totalmente de surpresa.

 

O final me fez chorar um pouquinho, porque foi lindo e emocionante, e deixou um gostinho de quero mais, é claro que está bem óbvio que terá continuação.

 

Grande lição do filme: O amor não se encontra apenas em um casal apaixonado, e sim no poder da verdadeira amizade (vou chorar um pouquinho).

 

Então cara Netflix tenho duas coisas a pontuar:

 

Primeiro: Não me decepcione, o próximo tem que superar esse.

 

Segundo: eu quero que você pare tudo o que está fazendo agora, e dedique seu tempo produzindo o segundo filme, estou esperando ansiosamente, no máximo de presente de Natal, cancela todas as outras filmagens essa é prioridade.

 

 

Super recomendo.

 

Avaliação para esse filme: Cinco estrelas e um dragão mágico.