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Coluna

Reflexo do espelho: você é gato ou leão?

Por Luis Ganem

 


Ufa, carnaval graças a Deus foi tranquilo. Ao menos no quesito violência a coisa foi bem mais amena. Claro, um dos fatores que mais contribuiu para isso foi a greve da policia, que fez com que o fluxo de turistas na cidade ficasse abaixo do esperado e, com isso, fizesse com que o numero de ocorrências policiais diminuísse bastante.
 
Lógico: se por um ponto o carnaval ficou menos insuportável de gente ou mais suportável, como queiram, por outro, os empresários carnavalescos tiveram que amargar um meio prejuízo nas suas vendas, o que deve ter pesado em muito, principalmente para quem trabalha com venda de abadás ou camarote para turistas, o que é a grande maioria.
 
Mas, um fato que me chamou a atenção antes e ao longo deste carnaval e que, acredito nem minha colega de coluna Natalia Comte prestou atenção: foi a quantidade de outdoors, busdoors, e cartazes de propaganda que alguns novos e desconhecidos produtos lançaram na rua se colocando como por exemplo, a banda do verão ou, citando a música que estavam tocando, como a musica do carnaval (risos!)
 
Dou risada, porque somente eles (os empresários e os artistas novos) acharam que vendendo aquele tipo de “peixe”, àquela altura do campeonato, sua música ou o seu produto seriam reconhecidos no mercado, ou ao menos notados(risos!). O pior é que nem pelo mailing de rádio essa galera passou, e se passou, foi coisa pontual de uma ou outra rádio, o que nem dá tempo de ser assimilada pelo povo.
 
Amigo, vi tantas propagandas de produtos desconhecidos ou pouco conhecidos, que fico pensando, se esse dinheiro ou patrocínio gasto nessa inútil publicidade não poderia ter sido usado de forma melhor.
 
Imagine você, o que não deve passar pela cabeça de um sem noção empresário de banda ou de artista solo, que ninguém ainda nem sabe quem é, para gastar um pequeno grande valor – porque, diga-se de passagem, propaganda não uma coisa barata, imagine no verão – para colocar uma mensagem se intitulando isso ou aquilo do carnaval, sem se tocar que esse gesto expõe o produto para o resto da vida, expõe ao ridículo, sendo claro.
 
Olha senhores empresários artísticos de primeira viagem (risos!), existem outras formas de se empregar um dinheiro desses viu!. Pelo valor que, creio eu, tenha sido gasto, poderiam os nobres empresários terem enviado a música do seu produto para as rádios de todo o estado, e, por conseguinte, mostrado um pouco mais do seu trabalho aos prefeitos do interior, o que mesmo tendo sido feito, poderia ter sido um pouco mais, já que isso sim geraria um possível retorno.
 
Infelizmente ainda nesse meio, tudo é feito a facão. A falta de planejamento acaba sendo um fator preponderante para o fracasso de novos produtos que não têm um padrinho forte ou a sorte de cair no gosto popular. E quando o produto tem dinheiro, mas é novo no mercado, acaba pelo ego dos que estão gerindo o negócio, fazendo tudo errado, normalmente dando espaço aos picaretas que existem na música, e são mestres em vender gato por lebre, e que estão prontos, sempre, para tirar sorrindo, até o ultimo centavo dos bestas.
 
O pior, é que, como a coisa não para, deve vir aí uma nova leva de bandas agora de forró, pra fazer propaganda e se auto intitular a música mais tocada nos eventos que virão junho afora (risos!).


Afinal, sempre vai existir um espelho, para o gatinho se achar um leão (risos!).


Luis Ganem 

luisganem@bahianoticias.com.br / twitter @luis_ganem