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Coluna

Eventos e arrastões, uma péssima dupla






Ou a coisa está piorando ou estamos perdendo a rédea sobre os eventos feitos em praça pública em salvador. Digo isso por que a tempos que não vejo tanta bandalheira na rua ao fim de um evento. Aliás em Salvador o mais perto que lembro de ter visto gente correndo e com medo, era quando os blocos de índios apaches e comanches passavam pela avenida em grupos gritando e trocando murros, e algumas vezes até com tiros fruto da rivalidade que tinham na época, isso falando de meados dos anos oitenta

Mas nessa última semana pelo visto a coisa saiu realmente do eixo normal. As cenas de vandalismo e os arrastões se tornaram comentário obrigatório nas rodas dos mais diversos segmentos inclusive no meio artístico, que será se a nova norma se estabelecer o mais prejudicado pelas regras a serem impostas pela prefeitura, para a realização de eventos e shows em Salvador. Lógico, até agora ninguém sabe de que forma e como isso vai ser colocado em pratica. Mas, o que foi dito e está mais ou menos certo, é que a palavra final, vai ser da Secretaria da Segurança, diga-se mais precisamente, do Secretário Mauricio Barbosa e sua equipe.

O que não consegui entender até agora, é como isso será feito, a começar em saber,  que tempo o secretario de uma pasta cheio de “pepinos” pra descascar como a da Segurança, teria pra ficar teorizando se esse ou aquele show poderá ou não ser feito. E mais, que critérios serão empregados nessa triagem? Algum poderia me dizer como se julga uma festa ou um evento?.

Somente para lembrar, vivi muito isso que a prefeitura está querendo reeditar agora, na minha adolescência. Lembro que era da SSP a incumbência de liberar ou não um evento de acontecer. Mas, e sempre tem o mais, estamos falando de meados dos anos oitenta e consequentemente do fim do período da ditadura, quando ainda havia a repressão do Estado em tudo, inclusive em festas.

Porem dai, em plena vigência do Estado democrático de direito, ficar uma pessoa, uma produtora ou uma empresa submetida a visão particular de alguem ou de um orgão para poder fazer um evento é regredir aos anos da ditadura, quando os requisitos chegavam a ser pífios e ridículos. Não creio que essa idéia seja a mais salutar neste ou em qualquer outro momento. Acredito que imposições e regras, não farão com que desordem e baderna deixem de reinar em eventos públicos ou mesmo privados. Existe uma ideia de que produtos musicais que trazem em suas letras palavras de ordem e protesto são os incitadores da violência como aque se viu por esses dias nas ruas da cidade. Será? Não sei, mas, posso dizer que sugerir que exista o joio e consequentemente trigo, é na minha visão, um forma de descriminação e preconceito.

Se me permite um conselho Dr. Mauricio Barbosa, pule fora desse abacaxi ou então regulamente o número mínimo de policiais que deverão estar nos locais de eventos públicos. Mas espero que se realmente isso tiver que acontecer, nós, formadores de opinião e participantes da sociedade civil organizada, tenhamos espaço para sugerir algumas regras para a autorização de eventos em espaço público.

Bom, e já contribuindo com a rapaziada (risos!) como sugestão de regra a ser colocada no EFEP (estatuto de festas e eventos públicos) até nome já dei(risos!), se vier a ser criado, é que sempre seja apresentado no projeto do evento um plano de contenção com rotas de fugas, áreas de dispersão, e ações Anti-pânico para ser usado em caso de briga e tumulto generalizados. 


Marujo, minha ajuda eu já dei viu...


Luis Ganem


luisganem@bahianoticias.com.br / Twitter @luis_ganem

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