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Histórias, muitas histórias...

Por Luis Ganem


Nesses dias que se passaram tive um encontro com amigos que pouco vejo, mais precisamente no Sauípe folia, evento que, fora os problemas, foi a contento. Quer dizer, a uma altura dessa nem sei dizer o que está a contento ou não para o axé, tendo em vista o momento ruim que vive o ritmo, ao menos dentro do Estado.

Sob a ótica da organização do evento tudo certo. Logico digo isso em sabendo que nada é cem por cento, mas se algo ficou a desejar mesmo foi o complexo de Sauípe. Primeiro com uma greve que durou uns dois dias a contar do primeiro dia da festa acho eu, e depois com a história da meningite que começou a ser falada apenas no fim do evento, mais precisamente no domingo de madrugada. Isso a boca pequena, por que pelos que administram o complexo, nada teria sido dito, o que na minha ótica foi um erro tremendo, já que o complexo não deu o direito as pessoas de decidirem, se queriam ficar ou não, em um claro caso de omissão, movimento típico de quem está precisando de injeção de dinheiro e de hóspedes, ao menos é o que parece.

Mas enfim, desses encontros lá em Sauípe houve um que me fez voltar uns dezoito anos no tempo: falo de Paulo Góes ou Paulinho Góes como é mais conhecido hoje um dos sócios da Premium entretenimento que produz o camarote Salvador. Não que o mesmo seja foco central desta coluna mas, me fez voltar aos tempo da criação do bloco Nu Outro, hoje nu Outro/Eva.

Lembro que tomei conhecimento de que se iria criar o bloco Nú outro através de um amigo, que sempre andava com a turma idealizadora da ideia. Pois bem, essa turma achou – como todo mundo que cria um bloco acha – que pela relação que elas tinham na faculdade, a facilidade de poder aglutinar gente, o nível de influencia com os colegas, enfim, esse monte de achismo(risos!), serviria como um sopa pra se abrir um bloco.

Hoje não sei, mas a quase vinte anos atrás pra abrir um bloco de carnaval, fazia assim: você arranjava uma sala, colocava uma secretária – normalmente uma gostosa da faculdade, ou uma amiga feia mas que fazia tudo certo -  criava uma diretoria social, que por sua vez formava seus comissários, que tentavam vender a ideia do bloco como sendo o melhor da avenida, e através dessa lorota tentava “arranjar” gente, isso sem ter nem patrocínio, nem atração até para bancar a sala, e a secretária feia(risos!).

E mais, essa história de que se abria bloco por que se gostava de carnaval era outra balela. Se abria bloco era pra se paquerar mulher mesmo(risos!) paquerar virgula, o termo é outro mas, em tempos do politicamente correto, melhor mantermos o paquerar mesmo(risos!). E esse Nú outro era uma festa mesmo. Ficávamos alocados na avenida Ademar de Barros, no bairro de Ondina, no fundo de uma empresa de turismo, em uma garagem emprestada pelo dono da empresa, que era sogro de um dos “sócios” digo um dos sócios, por que no final, de colaborador havia umas dez pessoas.

Era um embola gato divertido. Todo mundo fazia de tudo, claro, sempre tinha o mais esperto que era o que mandava, mas ai todo mundo aceitava até por que o sabido era gente boa. E tome-lhe festa nesta garagem. Quase todo fim de semana tinha um tal de um Sambão rolando no local lembro que um dos colaboradores tinha um amigo numa cervejaria – na época ainda existia a guerra das cervejas e isso nos ajudava na pressão – e por isso tínhamos a cerveja em consignação o que pra quem era duro ficava mais fácil, sei que no final do sambão, quase todo mundo se dava bem(risos!). Só não se dava quem era casado, e olhe lá(risos!).

E nessa de amizade e empurrando com as festas, foi que o bloco conseguiu sair no carnaval daquele ano, creio que com Ricardo Chaves, que na época era estourado no mercado. indo depois em uma outra loucura bater na porta da micareta de feira. Mas isso é uma outra historia, que outo dia eu conto.

Luís Ganem 

luisganem@bahianoticias.com.br / twitter @luis_ganem 

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